foradocasulo

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Amor à Vida …Minha Opinião!

em 11/07/2013

Adoro novelas, minisséries, livros e tudo que tenha histórias parecidas (ou não) com a vida real. O fato é que não consigo mais acompanhar nada pra valer, hora por causa da vida corrida: trabalho, casa, academia, estudos, hora por causa do filhote. E, apesar de curtir acompanhar uma boa história, nunca deixo de fazer alguma coisa legal para assistir aos últimos capítulos. Já perdi alguns sem grandes problemas, afinal, sempre é tudo muito previsível!

Nestas últimas semanas tenho acompanhado a novela das 9 da Globo, Amor à Vida, que conta a história de uma mulher que teve sua filha roubada logo que nasceu, se apaixonou por um cara legal, viúvo com uma filha, que tempos depois ela descobre que é a filha dela desaparecida. E aí começa o drama pra valer, ela quer a filha perto dela e em nome deste desejo esquece do vínculo que a menina criou com o suposto “pai”, que sabemos a encontrou numa caçamba e a registrou como se fosse dele.

Claro que essa situação gera discussões sobre quem deve ficar com a menina, mesmo sabendo que no final da novela o casal ficará junto provavelmente com a Paola (mãe cuja filha foi roubada) grávida do Bruno (pai que não é pai biológico da menina Paulinha). E a pergunta está lançada, quem deve ficar com a Paulinha? Qual seria a melhor solução para um caso como este na vida real? O Bruno agiu errado? E a Paola está certa impedindo o contato da Paulinha e Bruno a qualquer custo?

Sei que muita gente vai discordar e algumas vão se surpreender, mas acho que quem deveria definir com quem quer ficar é a própria Paulinha, considerando que a menina já tem 12 anos (se não estou enganada). Claro que a Paola não deve ser privada do convívio com a filha, já que ela não quer mais casar com o Bruno. Poderia ser uma guarda compartilhada, uma combinação entre os dois para que a menina não perca o vínculo com o pai que a criou e com a mãe biológica que sofreu tanto por não ter acompanhado o crescimento da filha.

Me dói o coração imaginar que a menina aos 12 anos deve simplesmente esquecer da vida que teve até então com tios, tia, avós e o pai que ela tanto ama e passar a viver com uma família completamente desconhecida para ela. Mas também acho que a mãe não pode pagar por um erro do passado. Sim, um erro do passado, afinal, ela não tinha nada que estar num bar fuleiro com a gravidez avançada e com o parto iminente, acompanhando o pai biológico da menina. Enfim, sou a favor de agregar a Paola à vida da menina, aos poucos, mas a guarda eu deixaria com o pai que a criou, ou com quem a menina escolhesse.

Sei que muitos vão dizer para eu me colocar no lugar da Paola, se eu fosse ela me casaria com o Bruno (hehehehe) mas, acho que a guarda compartilhada é a melhor solução para todos e principalmente para a menina. Eles moram na mesma cidade!!!!! Eu falo isso com vivência porque como alguns sabem (se já leram posts antigos), minha mãe morreu no meu parto e morei com minha avó materna até os 10 anos, quando fui morar com meu pai. E guardei durante anos um certo ressentimento por minha avó ter “me dado” para meu pai, pois se tivessem me perguntado eu teria ficado com ela sem pestanejar. Hoje, muito tempo depois, eu percebi que minha frieza com ela durante todos esses anos foi devido ao fato de ela ter aberto mão de ficar comigo.

Claro que meu lado racional sabe que ela fez o que era melhor pra mim, pois meu pai pôde me dar uma vida melhor, tive mais limites, convivi com meus irmãos e sou o que sou hoje graças ao que meu pai me proporcionou. Mas o lado emocional ficou abalado, não posso negar. E no fim de tudo ela sofreu muito também, porque eu, mesmo que de forma inconsciente, “descontei” todo meu ressentimento com frieza e distanciamento. Me arrependo, mas eu me esforcei para perdoá-la e só consegui quando ela se foi.

Sei que fugi um pouco do propósito do blog, mas o tema tem relação com maternidade, vai?! Então está aí, minha opinião sobre uma novela, coisa considerada totalmente fútil, mas com um tema interessante para ser discutido. E aproveitando, quero registrar que adoro o Félix e vibrei com a argumentação da Dra. Glauce no interrogatório sobre o parto e prontuário que foi roubado. Já sabia a estratégia da troca de bebês porque era óbvio, mas o lance da falta de cardiologista, foi muito bom!!! Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos!!!

 

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