foradocasulo

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Amor à Vida …Minha Opinião!

Adoro novelas, minisséries, livros e tudo que tenha histórias parecidas (ou não) com a vida real. O fato é que não consigo mais acompanhar nada pra valer, hora por causa da vida corrida: trabalho, casa, academia, estudos, hora por causa do filhote. E, apesar de curtir acompanhar uma boa história, nunca deixo de fazer alguma coisa legal para assistir aos últimos capítulos. Já perdi alguns sem grandes problemas, afinal, sempre é tudo muito previsível!

Nestas últimas semanas tenho acompanhado a novela das 9 da Globo, Amor à Vida, que conta a história de uma mulher que teve sua filha roubada logo que nasceu, se apaixonou por um cara legal, viúvo com uma filha, que tempos depois ela descobre que é a filha dela desaparecida. E aí começa o drama pra valer, ela quer a filha perto dela e em nome deste desejo esquece do vínculo que a menina criou com o suposto “pai”, que sabemos a encontrou numa caçamba e a registrou como se fosse dele.

Claro que essa situação gera discussões sobre quem deve ficar com a menina, mesmo sabendo que no final da novela o casal ficará junto provavelmente com a Paola (mãe cuja filha foi roubada) grávida do Bruno (pai que não é pai biológico da menina Paulinha). E a pergunta está lançada, quem deve ficar com a Paulinha? Qual seria a melhor solução para um caso como este na vida real? O Bruno agiu errado? E a Paola está certa impedindo o contato da Paulinha e Bruno a qualquer custo?

Sei que muita gente vai discordar e algumas vão se surpreender, mas acho que quem deveria definir com quem quer ficar é a própria Paulinha, considerando que a menina já tem 12 anos (se não estou enganada). Claro que a Paola não deve ser privada do convívio com a filha, já que ela não quer mais casar com o Bruno. Poderia ser uma guarda compartilhada, uma combinação entre os dois para que a menina não perca o vínculo com o pai que a criou e com a mãe biológica que sofreu tanto por não ter acompanhado o crescimento da filha.

Me dói o coração imaginar que a menina aos 12 anos deve simplesmente esquecer da vida que teve até então com tios, tia, avós e o pai que ela tanto ama e passar a viver com uma família completamente desconhecida para ela. Mas também acho que a mãe não pode pagar por um erro do passado. Sim, um erro do passado, afinal, ela não tinha nada que estar num bar fuleiro com a gravidez avançada e com o parto iminente, acompanhando o pai biológico da menina. Enfim, sou a favor de agregar a Paola à vida da menina, aos poucos, mas a guarda eu deixaria com o pai que a criou, ou com quem a menina escolhesse.

Sei que muitos vão dizer para eu me colocar no lugar da Paola, se eu fosse ela me casaria com o Bruno (hehehehe) mas, acho que a guarda compartilhada é a melhor solução para todos e principalmente para a menina. Eles moram na mesma cidade!!!!! Eu falo isso com vivência porque como alguns sabem (se já leram posts antigos), minha mãe morreu no meu parto e morei com minha avó materna até os 10 anos, quando fui morar com meu pai. E guardei durante anos um certo ressentimento por minha avó ter “me dado” para meu pai, pois se tivessem me perguntado eu teria ficado com ela sem pestanejar. Hoje, muito tempo depois, eu percebi que minha frieza com ela durante todos esses anos foi devido ao fato de ela ter aberto mão de ficar comigo.

Claro que meu lado racional sabe que ela fez o que era melhor pra mim, pois meu pai pôde me dar uma vida melhor, tive mais limites, convivi com meus irmãos e sou o que sou hoje graças ao que meu pai me proporcionou. Mas o lado emocional ficou abalado, não posso negar. E no fim de tudo ela sofreu muito também, porque eu, mesmo que de forma inconsciente, “descontei” todo meu ressentimento com frieza e distanciamento. Me arrependo, mas eu me esforcei para perdoá-la e só consegui quando ela se foi.

Sei que fugi um pouco do propósito do blog, mas o tema tem relação com maternidade, vai?! Então está aí, minha opinião sobre uma novela, coisa considerada totalmente fútil, mas com um tema interessante para ser discutido. E aproveitando, quero registrar que adoro o Félix e vibrei com a argumentação da Dra. Glauce no interrogatório sobre o parto e prontuário que foi roubado. Já sabia a estratégia da troca de bebês porque era óbvio, mas o lance da falta de cardiologista, foi muito bom!!! Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos!!!

 

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Fala Enzito!!!!

Enzo já fala pelos cotovelos, muito bom de ouvir! E como toda criança pequena comete pequenos erros graciosos. Sei que não devemos incentivar esses erros e não o faço, mas que é fofo, isso ninguém pode negar.  Algumas palavrinhas que filhote insiste em falar errado e que acho fofíssimo:

– Curigir = Dirigir

– Logo = Lobo (se referindo ao Lobo Mau)

– Catacepis = Capacete, que ele tem que usar quando vai andar de bike

– Ceceiro = Travesseiro (seu objeto âncora, grude total)

Aprendi muito com a madrinha do Enzo, que é fonoaudióloga, mesmo antes de pensar em engravidar. Ela sempre me disse que um dos maiores erros dos pais neste fase é mostrar para a criança que acha lindo o jeito dela falar errado, incentivando a fala incorreta. O caminho inverso também pode causar transtornos, isto é, corrigir a todo momento, pois a criança pode traumatizar. O caminho certo é a naturalidade. Se Enzo diz que quer “curigir” o carro, dizemos: “você vai dirigir o carro do papai. É claro que uma vez ou outra dizemos que está errado e que o jeito certo é “dirigir” por exemplo, mas nunca em tom de bronca ou desaprovação.

Também evitamos deixar de usar palavras que falamos no dia a dia para facilitar a vida dele. Marido até complica um pouco as vezes, só para sacanear, mas não é que ele entende e as vezes até usa umas palavras complicadas! Não somos muito fãs de tatibitates também, apenas algumas poucas palavras foram usadas nestes 3 anos, como tetê (mamadeira) e pepê (para chupeta). Também pedimos que ele sempre tire a chupeta para dizer algo, uma tática para que ele fique menos com a chupeta, mas que também serve para ajudar na pronúncia correta das palavras.

Sempre conversamos muito com ele, estimulando a fala. Mesmo quando era um bebê de dias, já falávamos com ele, como se estivesse compreendendo tudo. E uma das dicas da pediatra foi não aceitar linguagens gestuais, se ele apontava algo, perguntávamos o que ele queria. As vezes dizíamos a palavra correta, as vezes fingíamos não entender com uma ou duas alternativas, para ver se ele dizia. Claro que não forçamos a barra, afinal ele poderia ficar nervoso por não se comunicar, mas dar uma leve dificultada ajuda a estimular o interesse pela comunicação verbal.

Também é bom evitar a nossa pressa em tentar adivinhar o que ele está querendo dizer, esperar com calma ele concluir o raciocínio é sempre bom. Agora com quase 3 anos ele faz umas graças de falar meio enrolado, igual bebê, todo cheio de manha. É só falarmos na boa para ele parar de falar igual neném, que ele volta a falar normal. Tem dado certo por aqui!

 

 

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Mais um Dia das Mães

Esse domingo será meu segundo dia das mães com filhote em nossas vidas. E quanta coisa já passamos juntos nestes dois anos e quanto ainda está por vir. É muito bom saber que essa história está apenas começando e que não terá fim, nem mesmo quando mamãe não estiver mais neste plano astral, a ligação continuará forte! Mas vamos dar um rumo diferente nesta prosa, que esse ano não quero post triste.

Não é novidade para ninguém que eu demorei a me decidir a ter um filho, passei anos convicta de que não o teria, por opção mesmo. Eis que os 30 bateram a porta e me fizeram refletir. E não me arrependo em nada o fato de ter decidido ser mãe. Brinco que se eu soubesse que era tão bom quanto diziam, teria tido antes, dando tempo para mais filhotes! Não que ainda não haja tempo, mas confesso, falta um pouco de pique e sobra medo.

Sei que dia das mães não é feito apenas do segundo domingo de maio, mas sim, todos os dias são nossos, assim como dos pais e filhos. Mas adoro a simbologia toda, um dia especial para comemorar, ganhar presentinhos (porque não?!), juntar todos a mesa e comer algo gostoso enquanto a conversa rola solta. E também o período que antecede o grande domingo, me faz refletir sobre o papel da mãe nas famílias e na sociedade, me faz pensar se estou no caminho certo, enfim, é um momento de reflexão.

Apesar de não ter qualquer ajuda experiente quando o Enzo nasceu, eu não recorri a nenhuma literatura (não sei se estou certa ou errada), mas tenho seguido meu sexto sentido (e algumas dicas da Dra. Pediatra). Para não dizer que não li nada, li um capítulo do “Criando Meninos” perto do aniversário de 1 ano do Enzo. E só. Recentemente passei a ler bastante blogs e reportagens, mas estes livros de “auto ajuda na maternidade”, não. E não é porque sou contra não, foi por falta de tempo mesmo. Mas hoje, em uma segunda gravidez, leria um pouco mais sobre amamentação.

Também deixei de lado a culpa por trabalhar fora e deixa-lo na escola mais tempo do que ele fica em casa. Afinal, se somos os exemplos para nossos filhos, quero que ele veja um bom exemplo. De uma mãe que batalha, trabalha para não depender de ninguém. Uma mãe que gosta de estudar, se desenvolver constantemente. Uma mãe que erra sim, afinal errar é inerente ao ser humano, mas que assume e corre atrás de uma solução (ou de quem possa solucionar…rs). Nada contra quem larga tudo para ficar cuidando dos filhos, acho muito corajoso e nobre também.

Apesar de gostar de trabalhar, meu sonho de consumo é um trabalho mais flexível, de meio-período talvez, para que eu pudesse ficar mais tempo com filhote (não o dia todo, senão eu ficaria maluca…rs). Gostaria sim de ter mais pique para brincar de corre cotia, pato pato ganso, pega-pega, futebol, e mais um monte de coisas agitadas que Enzito adora. Mas, vamos viver com o que temos que já está de bom tamanho, afinal, saúde não nos falta e amor também!

Desejo a todas a mamães deste mundo um FELIZ DIA DAS MÃES!!!! Que todas possam estar com seus filhos em um momento harmonioso e feliz. Muito amor a todos! E como é bom ser mãe!!!!!!!

 

 

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Sobre Profissão e Maternidade

Ano passado li um texto da Mari, do Viciado em Colo, em que ela retrata muito bem (como sempre) a situação da mãe moderna. Ela dizia estar no limbo profissional e confesso que me vi muito em tudo que ela escreveu. É que sempre gostei muito de trabalhar e sempre me envolvi bastante seja como professora de inglês, seja como estagiária de exportação e, principalmente, agora em operações. Quando resolvemos ter o Enzo, uma de minhas grandes preocupações era como lidar com a maternidade de forma consciente, sem perder tudo que havia conquistado na vida profissional. Temi perder meu emprego, mesmo sabendo que poderia me recolocar, temi não dar conta das duas tarefas. Assim que recebi o resultado do exame, demorei praticamente 3 meses para contar na empresa. Segurei a onda por não saber se a gravidez vingaria e, também, confesso, por medo da reação do meu chefe.

E, depois de contar, trabalhava quase todos os dias até as 9 da noite, evitava faltar ou dar qualquer motivo para dizerem que porque engravidei eu havia relaxado. Realmente trabalhei que nem uma camela. Eu me preocupava tanto que acertei com meu gestor que ficaria fora 4 meses e 20 dias e levei notebook da empresa para casa para qualquer emergência. Trabalhei até o último dia e me orgulhava de nunca ter precisado apresentar um atestado para afastamento. Mas, depois que Enzito nasceu, tudo mudou. A minha vida profissional deixou de ser tão importante e cheguei a desejar ser demitida quando voltasse da licença, só para não ter que deixá-lo na escola. Claro que eu não teria a menor coragem de pedir dispensa para ficar em casa, mas desejava isso, ao mesmo tempo que desejava voltar a ser, além de mãe, uma mulher que tem outras preocupações.

Na volta percebi grandes mudanças na profissional Adriana, aprendi a delegar mais (já que minha equipe tinha passado quase 5 meses sem mim e sobreviveram), aprendi a priorizar e deixar o que pode ser deixado para o dia seguinte, passei a sair no horário, a ter coragem de chegar atrasada a uma reunião com a diretoria porque o filho tinha pediatra, a sair mais cedo para buscá-lo na escola quando Maridão não podia fazê-lo…a lista é extensa. Mas não é porque passei a me dedicar menos horas que a produtividade tenha caído, não, aprendi sobretuto a ser mais eficiente e planejar melhor meu tempo e atividades. Porém uma coisa não posso negar, ficou mais difícil me dedicar a atividades “extra job description”, que são o que garantem mais notoriedade e promoções.

O plano de “dominar o mundo” ficou adormecido e passei a enxergar meus colegas que chegaram onde eu queria com outros olhos. Vi que eles não tem equilíbrio entre vida pessoal e profissional, quase todos trabalham mais de 12 horas diárias, e quando não estão na empresa, estão conectados e disponíveis 24hs. Viajam de 2 a 3 semanas no mês e não conseguem fazer um almoço durar mais que 20 minutos, isso quando não comem em suas salas para poupar tempo. Essa é a vida que eu quero? Em nome do que, de uma posição hierárquica melhor, de melhor salário que depois não terei tempo para gastar/curtir? Acho que não! Hoje prefiro uma posição que exija menos, mas que me possibilite viver, estar em família e ter liberdade.

Mas não é porque eu não quero mais “dominar o mundo” que eu também estou relaxando e querendo vender água de coco na praia (até que não seria má idéia), trabalho de 9 a 11hs por dia, 5 vezes na semana, quando não estou no escritório, estou acessível no celular que também tem os emails da empresa conectado. Mas não sou escrava dessa tecnologia não, só uso se alguém me ligar, não fico olhando a cada minuto se tem email novo, como alguns que conheço. Continuo me empolgando com projetos novos e até me arrisco em alguns, quero ganhar mais e ter mais responsabilidades, dentro dos meus limites como mãe. Mas também sei que só posso fazer isso porque tenho um Maridão mega parceiro que divide a responsabilidade de tudo comigo, e também alguns amigos que me ajudam quando a coisa aperta.

Já contei aqui que nesta última viagem Enzito ficou doente. Voltamos domingo e segunda Maridão foi viajar e eu fiquei aqui com filhote doente, feriado na cidade na terça, com a escola dele fechada, mas a empresa onde trabalho aberta e com reunião com a nova diretoria comercial. Segunda passei na empresa rapidinho, consegui um encaixe de manhã na pediatra, e voltei a trabalhar. Só me senti bem em deixá-lo na escola porque não tinha mais febre e não estava mais tão molinho. Na terça a super Amiga-Madrinha ficou com ele o dia todo pra mim enquanto pude ir tranquila para a reunião. Hoje filhote já está quase 100%, da faringite só sobrou uma tossinha expectorando e consegui sobreviver a essa semana sem Maridão e com compromissos importantes no trabalho graças a ajuda da Madrinha no feriado e a escola nos outros dias. Mas claro, tive que sair mais cedo em dois dias da reunião (na verdade saí no horário, a reunião é que se extendeu além dele), pois a escola tem hora para fechar. E assim vamos levando, tentando conciliar a vida profissional e a vida familiar, nenhuma perfeita, mas ambas com muito amor e dedicação na medida do possível.

PS> O texto está longo, estou com sono, tenho que lavar a cabeleira e estudar para prova do MBA de sexta…então não revisarei, me perdoem se houver muiiiiiitos erros aí em cima.

;-P

 

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Conversando com Enzo no Carro

Mamãe pergunta: Como o cachorro faz filhote?

Enzo responde: Au au au

Mamãe pergunta de novo: E o gatinho, como faz?

Enzo logo diz: Miau miau

E lá vai mamãe a perguntar de novo: E o pintinho?

Enzo pia: piu piu piu, e continua dizendo: E o Lucas ou Luca (não peguei direito qual amigo ele se referiu) diz “vem amigo, tomar leitinho comigo!”

 

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1, 2, 3…..Vamos queimar as Fraldas!!!!!

Okay, okay…o título aí em cima está um pouco precipitado, ainda não dá para viver sem elas, afinal, hoje é o primeiro dia de tentativa de desfralde com o Enzo. Iniciativa da escola, tenho que confessar. E, por não ter sido uma idéia nossa, tive que começar a pesquisar sobre o tema as pressas, de última hora, afinal, quero dar andamento ao trabalho da escola para que essa transição ocorra da melhor forma possível para todas as partes.

Primeiramente conversei com a dona da escola, que também é uma das minha melhores amigas e madrinha do Enzo. Ela me explicou que na escola eles começam com um período sem fraldas, que será a tarde, depois do soninho das crianças. De manhã e a noite, elas continuam com a fralda. Depois de notarmos que no período da tarde as crianças já estão adaptadas, começamos  tirar de manhã e assim vai. De final de semana, tenho que deixá-lo o máximo possível sem fralda. Tudo que me vem a cabeça é meu sofá neste momento!

Depois parti para a leitura e vi que alguns pediatras aconselham levar as crianças todos os dias no mesmo horário para fazer cocô, mas e no meu caso em que filhote faz uns três por dia?! Talvez a solução seja levá-lo de manhã, a tarde e a noite?! Alguns indicam o uso do peniquinho, outros dizem que podemos utilizar direto o adaptador no vaso sanitário. A Dra. Pediatra em disse que o que importa é o Enzo ter onde apoiar o pé, pois com os pés balançando fica difícil fazer o cocô sossegado. Como não quero ficar limpando penicos, optei por um adaptador e um banquinho para ele colocar o pé.

Outra recomendação constante é  o pré-desfralde, isto é, ir preparando seu filhote para o dia D. Isso já estávamos fazendo sem saber, mostrando como o papai faz xixi, apresentando o adaptador de vaso, comprando cuequinhas igual do papai e com um livrinho que ganhamos de uma colega do trabalho, que mostra os bichinhos no banheiro e tem barulhinho de descarga no fim. A vendedora da loja de cuecas me indicou brincadeiras com o xixi, tipo acertar o ralo do banheiro, fazer xixi no formigueiro do jardim, essas coisas para incentivar. Ainda não sei se vou seguir essas dicas, coitadinhas das formigas!

Agora no começo escapadas vão acontecer (olha eu pensando no sofá de novo), é normal. Portanto o negócio é usar essas situações para reforçar que xixi é no banheiro, e para ele começar a conhecer o próprio corpo, saber que sensações significam sentir vontade de fazer xixi, cocô, e o que acontece se não pedir para ir ao banheiro. Claro que vou usar a técnica de perguntar de tempos em tempos se ele quer ir, observar sinais básicos como trançar as perninhas e tal. Enfim, vai ser um aprendizado para ambos. Hoje é só o primeiro dia, não sei quanto tempo vai durar e que dicas darão certo com ele ou não. Mas prometo que assim que tudo isso acabar, coloco aqui as dicas valiosas que deram certo para o Enzo.

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Filhote Fora do Casulo Sozinho!!!

Essa semana Maridão estava viajando a trabalho e chegaria em casa no sábado depois do almoço, porém euzinha tinha aula do MBA. Como já é de conhecimento geral, não tenho muita opção no quesito “com quem deixar o Enzo” e já estava pensando que teria que faltar à aula, o que significa DP e ter que fazer a aula novamente em Campinas, São Paulo ou ficar esperando meses até ter uma turma para eu fazer a aula em Jundiaí. Claro que me estressou o tema, já que sou mega certinha e quero terminar junto com a turma que estou né?!

A madrinha do Enzo era uma opção para eu pedir ajuda, ele está super acostumado com ela e poderia ficar brincando com meu afilhado, Dedé, e o Julio. Mas ela mora do outro lado da cidade e eu teria que acordá-lo de madrugada para dar tempo de levá-lo até lá e ir para a aula. E eu também não sabia se ela poderia ficar com ele. Confesso, tenho um sério problema em pedir ajuda, um bloqueio, sinto que vou atrapalhar e acabo não pedindo. Outras opções possíveis eram a minha faxineira, a minha irmã mais velha que mora em Mogi, a minha cunhada, a minha amiga Cibele cujo filhote é um dos melhores amigos do meu…enfim, era só eu criar coragem de pedir ajuda.

Faltando uns 15 dias para o Maridão viajar um casal super amigo estava aqui em casa e eles sempre se oferecem para ajudar, são nossos vizinhos e essa minha amiga sabe desse meu probleminha para pedir ajuda e vive me dando “broncas” sobre isso. Então criei coragem e pedi ajuda à ela. Seria prático, pois ela mora aqui do lado, confiamos neles e ela aceitou no ato, ficou até empolgada. Tudo resolvido e eu aliviada, já que não perderia o módulo no MBA.

Durante a semana que antecedeu o sábado em que filhote ficaria com eles, fui preparando o bichinho. Dizia que sábado ele iria na casa da tia Karina e tio Marquinhos brincar com eles, com o pequeno Lucas e com a au-au deles, Mel. Enzito gostou da idéia e no dia D estava todo agitado e feliz. Fiquei com medo dele dar escândalo quando eu saísse, de dar trabalho para os dois, de não se comportar, enfim, fiquei insegura, mas deu tudo certo. Saí de fininho enquanto ele brincava e ele ficou muito bem, nem notou que eu tinha saído.

Acho que eu dei mais trabalho que ele, pois liguei no intervelo da manhã, na hora do almoço e depois a noite para saber detalhes do dia e comportamento dele. Maridão chegou perto da hora do almoço, tomou um banho e foi buscá-lo (acabou aproveitando e almoçando por lá também…rs). Esta foi a primeira vez que deixamos ele na casa de alguém sem nossa presença e tudo correu muito bem. Antes disso, em outubro do ano passado deixamos ele aqui em casa com minha cunhadinha para irmos a um casamento. É interessante como ficamos com receio, mas no fim eles se saem bem melhor que nós! Fico feliz em saber que filhote já se sente seguro o bastante para essas escapadas do casulo sem papai e mamãe por perto, mas, claro, sem exageros!

Aproveito o post, que registra esse momento do filhote, para agradecer aos meus amigos, os que cuidaram do Enzito com tanto carinho e aos que disseram: “poderia ter deixado comigo também!”. OBRIGADA!!!!!!!

 

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Mamãe Está de Férias!

Este final de semana foi o meu primeiro dos 20 dias de férias e aproveitando que não tive aula do MBA neste sábado levei filhote novamente ao clube para brincar no parquinho. Logo que cheguei encontrei uma amiga que não via há uns 6 anos, que estava com sua filha de 4 anos e mais 3 crianças. Depois da alegria em revê-la, em conhecer a pequena Gabriele, elogiei sua coragem em sair com 4 crianças sozinha. Eu me mato sozinha com o Enzo, imagina com 4!!! Ela me contou que havia feito uma noite do pijama em seu apartamento de sexta para sábado e que as 3 crianças eram filhas de uma amiga que não tinha com quem deixar, então que 1 vez ao mês ela ficava com os pequenos. Admirei sua atitute e pique.

Conversa vai, conversa vem e disse que estava entrando de férias, que ficaria 20 dias em casa, mas que não iria viajar, pois Maridão não conseguiu sair no mesmo período esse ano. E ela logo perguntou: “vai aproveitar para ficar todos esses dias com o Enzo?” e eu respondi: “mais ou menos, ele vai para a escola, pois tenho algumas coisas para resolver”. Antes mesmo de terminar essa frase vi a cara de espanto dela, que não trabalha para ficar mais tempo com a pequena. E isso disparou aquela vilã de todas as mães do mundo….a culpa! Será que estou errada em querer um tempo para mim, para tentar incorporar a academia a minha rotina, passear no shopping a tarde, organizar os armários, me largar na frente da TV, fazer massagem, cortar o cabelo, fazer depilação, contratar um jardineiro, e mais um montão de coisas???????

Não deveria eu, como qualquer mãe perfeita que se preze, querer utilizar o meu tempo livre para ficar com meu filho ao invés de largá-lo o dia todo na escola? Pensei, pensei e repensei e cheguei a conclusão que sou humana, que também preciso de cuidados, que não estou nem um pinguinho errada em querer esse tempinho. Todas as férias (desde que começou a sobrar um dinheirinho para isso) viajamos, e nunca saia 20 dias seguidos, o que me sobrava pouco ou quase nada de tempo para fazer algumas das coisas citadas acima. E, aproveitando que esse ano não faremos viagens longas (no máximo vamos tentando viagens curtas de final de semana quando dá), quero muito colocar minhas coisas em ordem, coisa que não faço muito desde que o Enzo nasceu.

Ontem fiz a limpa no meu banheiro e quarto na parte da manhã e tirei tudo aquilo que já não uso há mais de 1 ano. Almocei tranquilamente assistindo ao Vídeo Show (coisa que não faço desde a adolescência) e depois fiz a limpa no quarto do Enzo, separei todas as roupas que não servem mais, reorganizei tudo por lá. Ao mesmo tempo fui fazendo uma listinha do que preciso comprar, arrumar, etc. Depois tomei um banho longo (sim, me preocupo com o meio ambiente, mas eu mereço um de vez enquando) e fui buscá-lo. Hoje, depois de levá-lo à escola levei algumas roupas e edredom à lavanderia, passei na farmácia, fui à academia e depois passei no shopping lá perto para comprar um sapato pro filhote e acabei comprando o livro com DVD dos Três Porquinhos, já que filhote anda falando muito nesta história.

Agora a tarde estou aqui, olhando na internet os presentes e brinquedos que compraremos para os aniversariantes de setembro, outubro e para o dia das crianças. Quero aproveitar esse meu tempinho para já deixar tudo comprado, para não ficar naquela correria em cima da hora e sem paciência para escolher com carinho e calma. No final do dia tenho exame médico no clube, para usar a piscina e academia de lá (uma das melhores da cidade). Quero aliar a academia que frequento (aquelas só para mulheres com circuito de 30 minutos) com as aulas da academia do clube. Maridão buscará filhote hoje. E quer saber, não me sinto nem um pouquinho culpada e sabe porque? Filhote está se desenvolvendo, brincando e porque não dizer, se alimentando melhor por lá do que se estivesse me seguindo nessa maratona.

Claro que ele está chegando mais tarde na escola, vai sair mais cedo e alguns dias faltará para ir ao clube comigo, para ficar em casa ou qualquer outra coisa. Mas 20 dias sem aparecer na escola, e eu, sem fazer nada além de cuidar dele, não acho produtivo para nenhum de nós. Quero sim aproveitar minhas férias para ter mais tempo com meu filhote, mas tempo de qualidade, tempo que me dedicarei 100% a ele, curtindo e não por obrigação, não por fazer o que esperam de mim. E essa é a graça do ser humano, somos diferentes, e o fato de pensarmos diferente não significa que um esteja certo e nem o outro errado, somos apenas diferentes. O importante é ser feliz com suas escolhas e não deixar a culpa te pegar!

 

 

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Pai por Papai

Por Maridão

Olá Filhão! Estou aqui respondendo a um pedido da Mamãe para que  escrevesse sobre “o que é ser pai”, em celebração ao “Dia dos Pais”. Algo bem comercial, é verdade, mas algo válido que precisa ser trabalhado por nós, pais, para que o “mercantilismo” não prevaleça sobre algo importante – a valorização da família e seus integrantes. Para mim, escrever está mais para desafio do que para uma simples resposta a um pedido. Desafio, pois seu Papai não é um escriba. Sou péssimo em redação. Toda pessoa tem muito conteúdo para ser exposto, sendo que poucas possuem capacidade para isto. Por vocês isto se torna algo mais simples. Para variar estou atrasado – outro ponto que não julgo mais como  um defeito (sou devagar mesmo), afinal,  a vida é curta e quem tem pressa chega mais cedo ao fim – e já se passaram alguns dias da data. Tanto faz!

Hoje, após um longo dia de trabalho, cheguei em casa e percebi sua excitação com minha presença. Foi combustível para que escrevesse. A poucos minutos estava ao seu lado no berço enquanto você pegava no sono e me fez lembrar de algumas madrugadas em seus primeiros meses que você esteve em meu colo no silêncio da noite. Falei com Deus inúmeras vezes naqueles momentos. Você é um canal de Deus em minha vida. Falo que Mamãe é minha vida. Você é a minha eternidade. Ser pai é algo muito simples que defino em três palavras – fora de série! Quando o peguei em minhas mãos pela primeira vez senti algo que não posso descrever em palavras – só de escrever isto meus olhos estão cheios de lágrimas de emoção. Sou agraciado por sentir isto.

Tenho em mente aquele momento em que nós três estávamos no quarto do hospital. Mamãe fragilizada pela árdua tarefa que é um parto e você por sua condição de recém nascido. Papai a partir daquele momento mudou. Naquele momento estabeleci uma meta desafiadora para um pai: Ser e representar para um filho a mesma coisa que uma mamãe representa. Obviamente algo impossível mas faria tudo que estivesse ao meu alcance para diminuir a desvantagem natural. Acredito que tive/tenho relativo sucesso nisto. Estou muitíssimo longe disto mas, sem falsa modéstia: sou fod… mesmo! Estou ao seu dado desde o início e vai ser difícil nos separarmos. No hospital seu primeiro banho e troca foi com a enfermagem. Depois foi o Papai quem tomou a dianteira. Isto faz diferença. Algo simples, talvez babaca, que tenho certeza que nos aproximou desde o início e faço questão de manter até hoje.

A previsão do futuro é algo difícil, contudo inevitável atribuir à dedicação de hoje ao que se colhe amanhã. Estou me dedicando à sua Mamãe desde 1994 e sou “feliz da vida”. Mamãe é a responsável por nós dois. Sem Mamãe eu não seria a pessoa que sou hoje e ela trouxe você para mim. Para mim não existe “tempo ruim” para ficar com você. Participei de tudo e me interei dos desafios de cuidar de um recém nascido em todos os sentidos- banho, fralda, alimentação, aconchego, zelo entre outras coisas. Isto é o que nos une.

Para falar a verdade não sei responder (ainda) à pergunta “o que é ser pai”. O que posso afirmar é que participação faz diferença e espero que esta intimidade que estamos criando seja algo crescente até sua vida adulta para nos tornarmos amigos. Sim amigos. Amizade é um valor que deveria permear todas as famílias. Nem sempre observamos isto. Poucas famílias possuem isto na relação entre Pais e Filhos.  O mundo evolui muito rápido e para acompanharmos esta evolução e ao mesmo tempo orientarmos e educarmos os filhos não podemos empregar formas passadas.

Devo estar atento à você, o que você é, como você é, seus comportamentos, sua personalidade, suas limitações, seus ativos, seus interesses, suas inquietações entre tantas outras coisas para que a minha experiência de vida possa ajudá-lo no que for preciso para que você possa viver bem, sem “grilos” e seja consciente sobre a realidade – ou tenha a melhor percepção possível dela. Quero auxiliá-lo na constituição de seus valores, seu conteúdo, sua cultura. Que tudo isto seja de interesse para a sociedade e que você possa usufruir muito bem da sua vida. Então, o que é ser pai? Perguntar é fácil!

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Vamos Falar de Amamentação

Nossa, dois anos se passaram e não tive coragem de escrever sobre amamentação. Antes do meu relato sobre esse tema, voltarei um pouco no tempo. Antes de engravidar ouvia várias histórias de mulheres que sofreram para amamentar com endurecimento por excesso de leite, machucados por pele sensível, bico invertido e tal, mas nunca havia ouvido problemas de falta de leite. Mesmo assim eu nunca me preocupei e sempre achei que comigo daria tudo certo. Afinal, apesar dos peitos pequenos e bico discreto, eu sempre tive o perfil de boa parideira (quadris largos) e jamais passaria pela minha cabeça não ter leite, já que nunca fiz o tipo magrela desnutrida.

Minha irmã, tipo magrela e com o peito pouca coisa maior que o meu amamentou meu sobrinho super de boa, sem grandes problemas até os 7 meses. Ela só parou porque dos 15kg que engordou na gravidez, já tinha perdido 20kg e estava passando mal de fraqueza. Porque que comigo seria diferente? Na minha cabeça, bastava eu querer amamentar que daria tudo certo. Também nunca havia passado pela minha cabeça que uma cesariana pudesse atrapalhar a amamentação e que o parto normal facilitaria tal prática.
Eis que minha gravidez correu super bem e no final meus peitos já estavam um pouco maiores, além disso via no soutiã uma sujeirinha tipo leite em pó. O obstetra me alertou para não ficar apertando o peito pois isso poderia incentivar contrações e parto prematuro. Não fiz nada para deixar o peito mais resistente, já que segundo o mesmo obstetra, se eu fizesse algo drástico, tipo passar a bucha, poderia machucar e se o BB viesse antes da hora aí que não conseguiria amamentar mesmo! Me disse que havia no mercado várias pomadas de boa qualidade que evitam machucados e isso foi confirmado por minha irmã que usou uma destas pomadas e não teve problema algum. Tudo tranquiloaté meu pós parto.

Enzo nasceu de manhã, de cesaria marcada, porém segundo o obstetra teria nascido de parto normal no mesmo dia ou nos dias seguintes, já que eu estava com dilatação e algumas contrações em estágio inicial. Isto é, não podemos dizer que ele nasceu muito antes da hora, certo?! Logo na sala de recuperação Enzo ficou em meus braços e não saiu mais. Ele ainda não sabia que havia nascido, estava dormindo tranquilão e a enfermeira me pediu para eu tentar amamentá-lo. Mas quem disse que ele se deu ao trabalho de mamar? Eu o colocava perto do peito, tentava abrir a boquinha dele mas ele nem aí…só queria dormir. Desencanei, até pq estava também preocupada coma tal da dor de cabeça pós anestesia, então não queria me mexer muito não.

Aguardei até que Enzo notasse que estava nesse mundão de Deus e não mais na minha barriga e pedisse por comida leitinho. E essa hora chegou, porém, apesar de sugar bem o dedo, ao colocar no peito ele dava a primeira sugada e parava. Segundo a fonoaudióloga que foi me ajudar, o meu bico era muito pequeno e não o estimulava a sugar. Ficamos na tentativa com enfermeiras, fonoaudióloga e até a madrinha do pequeno, que também é fono, em cima de mim, tentando fazê-lo mamar. Meu peito virou domínio publico, todo mundo botava a mão. Nos foi recomendado pelo hospital que bloqueássemos as visitas, para que eu e o Enzo ficássemos mais tranquilos e focados na amamentação.

Depois de 24hs fizeram um teste de glicemia no meu filhote e detectou-se a necessidade de dar o LA. Foram 30ml na colherinha dada pela enfermeira e eu lá, chorando que nem uma louca. Me sentindo rejeitada pelo meu filho, culpada por ter um bico pequeno, por não ter feito nada para preparar meu peito para essa fase…enfim, foi mega estressante. Enzo nasceu numa terça-feira e na quinta não tivemos alto como esperado por conta da amamentação. Eis que o pediatra neonatal que acompanhou o parto e esses primeiros dias deu a dica de um bico de silicone, não era o ideal, mas talvez uma alternativa. Funcionou e na quinta, 17hs, Enzo mamou pela primeira vez. Quanta emoção, alívio e felicidade.

Na sexta tivemos alta e fomos para o apartamento do meu sogro, já que em casa temos escadas e na casa dele teríamos mais assistência também. Minha sogra faleceu quando eu estava de 4 meses, minha mãe faleceu no meu parto e minha cunhada não tem filhos, apenas a boa vontade em ajudar. Portanto, a única assistência que tive foi com relação a coisas da casa (casa, comida e roupa lavada) e se precisasse de um remédio, uma fralda, essas coisas, meu sogro iria comprar. Então, eu, mãe de primeira viagem sem qualquer experiência prévia com RNs, totalmente fragilizada pelas alterações hormonais do pós parto, fiquei perdida quanto a melhor maneira de tratar a amamentação do Enzo.

Ao sair do hospital tive a presença integral do Maridão apenas no final de semana, pois logo na segunda ele teve que voltar ao trabalho devido a época do ano, época de Orçamento/Budget e é o período em que ele mais trabalha. Não sabia da existência de Doulas, pois se soubesse teria ido atrás de uma com certeza! Para quem não sabe, Doulas são mulheres experientes e treinadas que ajudam as grávidas antes, durante e depois do parto. Tiram dúvidas, fazem massagens e ajudam no hospital, além disso dão o suporte em casa também, no período inicial. Seria uma benção ter uma destas perto de mim naquele momento!

Em casa Enzo até pegava o peito com o bico de silicone, mas estava perdendo peso e só chorava. Quando estava no peito dormia e quando eu tirava só chorava. A princípio achamos que era manha, que eu tinha acostumado mal em ficar só no colo e tal. Chegamos até a deixá-lo chorando por quase uma hora enquanto eu fui tomar banho (1 dia só tá?!). Eu não conseguia notar se enquanto estava no meu peito se mamava de verdade ou se estava só chupetando. Na Dra. Pediatra ela tentava me mostrar quando ele estava engolindo e quando estava só chupetando e eu, no meu nervosismo não conseguia identificar sozinha em casa.

Tentei uma vez tirar meu leite na bombinha elétrica e notei que o volume era muito baixo, cerca de 50ml tirando os 2 peitos. Então a Dra. Pediatra me receitou um comprimidinho e um spray de Ocitocina para inalar antes de cada mamada. Mesmo assim ele não engordava. Neste primeiro mês fizemos visitas semanais à pediatra para acompanhamento. No começo fiz tudo certinho e meu peito começou a inchar demais (era o leite descendo, eu acho!) mas eu, assustada diminui a dose do comprimido, com medo de endurecer, rachar meu peito e ter aqueles velhos problemas conhecidosde quem tem muito leite ou mesmo na dúvida se aquele remédio todo não faria mal ao pequeno. Então, o LA foi necessário para que meu filho não adoecesse.

Conclusão, fiz tudo errado e o LA foi passando de 1 mamadeira ao dia no primeiro mês para 2, 3…até que aos final do 4º mês já não tinha mais leite e Enzo ficou no LA definitivamente. Não gosto de tocar no tema exatamente porque sinto que a culpa foi minha. Se eu não tivesse ficado com medo, se tivesse seguido a risca o que a Dra. Pediatra recomendou, talvez tivesse tido leite suficiente para alimentá-lo e engordá-lo. Tudo isso graças a minha ignorância no tema e por não ter ninguém experiente para me orientar em casa, fora do consultório. Se eutivesse uma Doula, se tivesse me informado mais sobre amamamentação, tudo teria sido diferente. Ou talvez não…..nunca vou saber ao certo!

Ainda não me perdoo, mas o tema está ficando mais ameno e por isso tive coragem de escrever hoje sobre isso. Fora o fato de ver que várias mamães passaram pelo que passei, que não sou/fui a única. Graças a Deus Enzo é mega saudável, até a Dra. Pediatra elogia. Recentemente teve sua primeira virose, já relatada aqui e mesmo assim reagiu rápido. Se eu percebesse que ele era do tipo que fica doente a toa, me sentiria ainda mais culpada. Mas de uma coisa estou certa, não dá para voltar atrás, não fiz por mal ou por estética ou qualquer outro motivo fútil, foi por pura ignorância. Sei também que dá para corrigir os erros na próxima experiência, caso ela venha. E dá para compartilhar com vocês, para que saibam e não caiam no mesmo erro.

Minha dica é: Informe-se!!!!!!!!!!

Essa é minha história com a amamentação!

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