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Enzo Vegetariano, pode?!

Quando engravidei não conseguia comer alguns alimentos nos primeiros meses como chocolate, mas foi passageira essa recusa. Porém, com a carne durou os 9 meses. Eu nunca fui muito fã de carnes, mas na gravidez não podia nem sentir o cheiro. Lembro bem de dias em que pedia para sair porque não aguentava o cheiro de churrasco da casa vizinha. E meu pior pesadelo foi uma viagem à Argentina para a implantação de um projeto no escritório de lá. Passei muito mal e fiquei traumatizada!!!

Mas esse post não é para falar de mim e sim do Enzito. O assunto alimentação aqui em casa nunca foi tarefa fácil, tivemos momentos estressantes em que filhote não queria nada além de leite e frutas, depois veio a calmaria com ele comendo direitinho – sempre sem exageros – mas comia. Porém, últimamente ele deu para rejeitar carne. Quando come, quer arroz, feijão, sopinha, mas tudo sem carne. Entre uma colherada e outra, tentamos esconder a carne embaixo do arroz (quando ele deixa a gente dar a comida na boca, já que faz isso sozinho), mas mesmo assim, se ele percebe que tem carne, devolve tudo pro prato. Ontem fiz espaguete com molho de tomate e carne moída, ele até comeu uma colheradas, mas a carne tem que estar pequena para ele não rejeitar. Mas logo não quis mais e pediu arroz puro. Mais duas colheres e chega!

Daí que fiquei na dúvida se é possível uma pessoa decidir ser vegetariana mesmo sem saber ao certo o que significa. Se uma criança em fase de formação pode ficar sem carne. E como substituir a proteína animal de forma a manter filhote sempre nutrido. Maridão assistiu outro dia uma reportagem sobre os veganos, linha vegetariana mais pura e radical. Eles não consomem absolutamente nada de origem animal (ovos, leite, carne, mel, gelatina, nadinha). E nessa reportagem foi dito que uma fonte de nutriente para eles eram os grãos e sementes. Eis que Enzito tem se intererrado bastante por amêndoas, pede por arroz com feijão (a dupla quando consumida junta produz proteína vegetal). Será um sinal? Ou será apenas mais uma fase como tantas outras fases alimentares que filhote já passou?

Dei uma pesquisada e econtrei várias opiniões a favor e contra a dieta vegetariana na fase de crescimento, que vai até os 15 anos de idade. Da equipe dos prós fala-se sobre prevenção de certas doenças na fase adulta como alto colesterol, diabetes, obesidade. E até redução de alergias foram constatadas em crianças vegetarianas. Porém, os pontos contras são a deficiência de vitaminas como a D que pode causar cáries e raquitismo, B12 que pode causar baixo crescimento e anemia assim como a baixa ingestão de ferro. Além da falta de cálcio e casos em que o consumo excessivo de carboidratos não complexos pode-se causar obesidade e diabetes.

Mas o que fazer se nossos filhotes decidirem ser vegetarianos e resistirem aos prazeres da carne? A reportegem que Maridão viu estava corretíssima, é preciso aumentar a ingestão de grãos, sementes e leguminosas. Ingerir bastante Feijão, lentilha, amêndoas sem sal, nozes, linhaça, etc. Além de óleos de vegetais como azeite, óleo de macadâmia, gergelin, etc. E em alguns casos a suplementação se faz necessária também. A tarefa não é tão fácil para nós que temos pouco conhecimento sobre o assunto, mas não impossível, já que encontramos muitos livros de culinária vegetariana e também não é mais um assunto tão raro assim. De qualquer maneira, não dispensarei a opinião da Dra. Pediatra. E espero que seja só mais uma fase e não um estado permanente, mas se for, respeitarei a aprenderei tudo o possível para ajudá-lo.

Uma boa semana!

 

 

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Briga com a Balança

Quem me conhece sabe bem que desde os meus 20 e poucos anos deixei de me contentar com meu corpicho, até então magrelo. Depois que entrei para a faculdade meu corpo começou a mudar, deixei de ser aquela magrela com pernas roliças e passei a me incomodar com os quilinhos a mais, que na época – vejo hoje – não eram nada!

No inverno de 98 resolvi que não ficaria mais triste com meu corpo e passei a fazer um controle de calorias. Para não desistir eu controlava tudo de segunda à sábado e no domingo me dava um “Mac Dia Feliz”. Com o tempo até aos domingos eu acabava escolhendo comidinhas mais leves e não me jogava de cabeça nos doces como antes. De agosto à dezembro foram 7 quilos exterminados e eu estava muito feliz com meus 51kg ao casar. Para quem tem 1,68m eu estava beeem magra. Alguns até diziam que estava magra demais, mas eu estava feliz. Tudo sem muito sacrifício.

Com o passar dos anos não foi fácil me manter neste padrão e fiquei variando entre 56kg e 58kg, na época eu frequentava academia e comia controladamente durante a semana e liberava aos finais de semana. Quando comecei a segunda faculdade em 2003 e comecei a trabalhar em uma multinacional a coisa desandou. Quando engravidei marquei na balança 63kg no primeiro mês. A rotina de exercícios e dieta já não faziam mais parte da minha vida e eu só vivia reclamando.

Durante a gravidez eu engordei pouco, 11kg, então achei que seria muito fácil perder os quilinhos que havia ganho na gestação. Até a nutricionista achava isso. Porém não foi o que aconteceu. Voltei para casa quase uma semana após o parto, com 5kg a menos. Só faltavam 6. Para quem ainda estava se recuperando e amamentando seria fácil, certo? Errado! A Ansiedade atrapalhou tudo. Ao me deparar com a nova realidade: eu e meu filhote sozinhos – maridinho voltou a trabalhar porque estava em época de Budget – e como não tenho mais sogra nem mãe para me ajudarem, eu descontei tudo na comida. Era Enzito dormir um pouco que eu devorava meia caixinha de paçocas, comia prantos gigantes de arroz e feijão e como não podia comer nada light ou com adoçante, nenhum prato era com redução de calorias. Para ajudar, o leite foi diminuindo até secar aos 4 meses e meio.

Resultado: 4kg da época de gestação não querem ir embora e se alojaram na minha barriga!! Eu sei que tenho que me cuidar, não só pela estética, mas também porque tenho colesterol alto e porque minha glicose nunca foi baixa. Não chego a ser diabética, mas estou no limite. Pré-Diabética como classificou o médico. E como todo final de ano, cá estou eu pensando no que devo mudar para o próximo ano. Duas decisões foram tomadas: MBA e Reeducação Alimentar + Exercícios Físicos.

Hoje mesmo vou aproveitar a folga do feriado e passarei na secretaria do clube para agendar minha avaliação física. Comprarei todos os alimentos para uma organização na minha agenda alimentar e aproveitarei que o restaurante da empresa tem várias opções de saladas para começar o projeto Mamãe Magrela para o verão 2012. Se vou conseguir meu objetivo de 58kg, não sei. Mas pelo menos voltar ao peso de antes de engravidar e ter mais saúde e pique para brincar com meu filhote, isso eu mereço!!!

Chega de reclamar (minhas amigas não devem aguentar mais me ouvir falar em peso) e vamos partir para a ação. Se sou tão boa no trabalho para atingir minhas metas, porque não seria na minha vida pessoal, certo?! Vamos que vamos que 2012 já está aí….

 

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