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Adaptação à Escolinha e ao Fim da Licença Maternidade

Eu sempre gostei de trabalhar fora, da liberdade que ter o próprio salário nos dá e também da convivência com outras pessoas fora do ambiente familiar. No meu período de licença maternidade senti muita falta disso, já que fiquei muito tempo em casa, sem sair. Mas confesso, quando chegou a hora de voltar a trabalhar o coração apertou. Ao mesmo tempo que eu queria ter uma vida além de ser mãe e tornar meu filhote um ser do mundo, independente, também queria protegê-lo.

A escolinha que o Enzo ficou (e fica até hoje) é da madrinha dele, isto é, estava tranqüila por um lado, mas a “cumadre” teve que responder a uma mega lista de perguntas sobre a operação da escola. Confesso que não me preocupei com proposta pedagógica, estrutura física, nada disso, eu queria saber questões práticas do trato com o meu bebezinho como; quando sabem que um bebê precisa ser trocado, se a mamadeira esfriar, quem toma primeiro, já que na época ele precisava de ajuda para segurar a mamadeira, e, sabemos que não há um tia para cada criança.

Enfim, minha amiga foi muito sincera ao expor que nem sempre ele seria o primeiro a receber a mamadeira, nem sempre teria colo quando chorasse, mas que tudo isso faria bem para o desenvolvimento emocional dele. Explicou da diferença que um escolinha faz também para o desenvolvimento intelectual, social, e blá blá blá. Tudo isso a gente sabe bem, mas, claro, o coração aperta. E eu cheguei até a pensar que se voltasse e a empresa me dispensasse seria um favor a mim mesma, já que passaria um tempo a mais com o filhote enquanto procurasse um novo emprego.

Hoje uma amiga querida está passando por esse momento e claro, está sofrendo. Já que a verdade é uma só, nós mães nunca estamos 100% preparadas para desvincular e deixar nossos filhos andarem com as próprias pernas, criarem asas. Apesar de sabermos que faz bem, que esse processo agrega. Acredito que se colocarmos os pequenos ainda bebês a adaptação deles é mais fácil do que para nós. Desde que as necessidades básicas deles estejam sendo cumpridas.

Como em breve o Enzo terá que mudar de escolinha e sei que passarei por esse dilema, já que a proposta da “cumadre” é de berçário de bairro e não escola grande até o fim do ensino médio, resolvi listar alguns pontos que acho interessente levarmos em consideração antes de optarmos por um local. 

– Escolha uma escolinha que tenha boas indicações: Pode ser de amigas, amigas das amigas, vizinhas, irmãs, pediatra. Eleger algumas indicadas para visitar é sempre uma boa idéia. No meu caso, não fiz isso porque a “cumadre” já tinha duas unidades para eu deixar o Enzo.

– Confie no seu instinto: Não adianta deixar seu filho em uma escola indicada, mas que não te causou bons sentimentos na visita. Você tem que confiar na escola e profissionais escolhidos.

– Tire suas dúvidas sempre que surgir algo novo: É preciso canal aberto para que você se sinta a vontade para perguntar sempre que uma dúvida surgir. Troque informações sobre o desenvolvimento do seu filho e atividades que pode fazer em casa para que o trabalho da escola seja reforçado.

– No pain no gain: Todo crescimento gera desconforto. Querer superproteger seu filho é a maneira mais fácil, mas não é a ideal. Ele tem que aprender a lidar com situações que em casa tendemos a evitar, principalmente quando não se tem irmãos ou crianças da mesma idade por perto.

– Use a adaptação a seu favor: Hoje a entrada na escola é gradual e a mãe pode ficar nos primeiros dias, mas se você for do tipo que vai se acabar a cada choro do seu filho, talvez seja melhor não ficar. Não fiquei no primeiro dia. Deixei Enzito lá e fui fazer compras, em 1h estava de volta para buscá-lo. No segundo dia ficou um pouco mais e assim foi passando de forma tranqüila. Mas claro, ele não estava aos prantos quando fui buscá-lo, se estivesse, seria mais difícil aceitar.

– Fique atenta as reações do pequeno ao levá-lo: Se ele demonstrar hesitação, medo, desconforto, tente encorajá-lo, mas se essa atitude não melhorar, algo pode estar errado e talvez a escola escolhida não seja a melhor opção para ele.

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