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Cama Compartilhada

Antes de Enzo nascer eu era totalmente contra, depois dele nascer eu não sabia se daria certo, afinal, ele era muito pequeno, e se eu me descuidasse e dormisse em cima dele?! Além do fato da Dra. Pediatra nos dar uma aula na primeira consulta dizendo dos riscos e de vermos centenas de programas tipo “super babá” indicando que isto acaba com o relacionamento do casal. Então, me lembro de apenas uma vez ter dormido com filhote em nossa cama, durante minha licença maternidade, no soninho da tarde. Como sempre tivemos o hábito de leva-lo para berço e niná-lo até que pegasse no sono, sempre funcionou aqui a cama não compartilhada com filhote.

O tempo foi passando e ele saiu do berço e foi para a cama. Tudo ia bem até que ele aprendeu a levantar de madrugada e seguir para nosso quarto. Primeira noite, vupt, ele já estava no meio. Nos dias seguintes, mesma coisa. Eu logo disse para Maridão que eu não iria levantar de madrugada, leva-lo de volta e ficar lá esperando ele dormir. Ainda mais que ele não nos deixa deitar na cama, temos que ficar lá sentados esperando ele adormecer e isso pode levar horas. Tô fora! Maridão também não tomou providência e agora quase todas as noites é a mesma coisa. Há dias em que ele nos visita as 4, outros dias às 6 e nós deixamos. Será que isso afeta a vida do casal? Será que isso é ruim para a criança?

Claro que a Dra. Pediatra disse que assim que passasse o inverno, nós deveríamos leva-lo de volta quantas vezes fosse necessário até ele aprender que o lugar de dormir é no quarto dele. Mas sendo inverno ou verão eu não vou fazer isso. Se Maridão quiser, boa sorte! E no fundo eu não acho que ele ir de madrugada pra nossa cama seja algo que afete nosso relacionamento como casal e tampouco faça qualquer mal a criança. Muito pelo contrário, ele se sente acolhido, amado e parte de nós. Claro que dormir desde as 21h conosco não vai rolar, porque isso sim é um problema. Mas faltando poucas horas para acordarmos, não vejo nada demais.  E sei que vai durar um período, não será pra sempre. Sou a favor do colo a vontade e da cama compartilhada com certo limite. Pronto falei!

 

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Amor à Vida …Minha Opinião!

Adoro novelas, minisséries, livros e tudo que tenha histórias parecidas (ou não) com a vida real. O fato é que não consigo mais acompanhar nada pra valer, hora por causa da vida corrida: trabalho, casa, academia, estudos, hora por causa do filhote. E, apesar de curtir acompanhar uma boa história, nunca deixo de fazer alguma coisa legal para assistir aos últimos capítulos. Já perdi alguns sem grandes problemas, afinal, sempre é tudo muito previsível!

Nestas últimas semanas tenho acompanhado a novela das 9 da Globo, Amor à Vida, que conta a história de uma mulher que teve sua filha roubada logo que nasceu, se apaixonou por um cara legal, viúvo com uma filha, que tempos depois ela descobre que é a filha dela desaparecida. E aí começa o drama pra valer, ela quer a filha perto dela e em nome deste desejo esquece do vínculo que a menina criou com o suposto “pai”, que sabemos a encontrou numa caçamba e a registrou como se fosse dele.

Claro que essa situação gera discussões sobre quem deve ficar com a menina, mesmo sabendo que no final da novela o casal ficará junto provavelmente com a Paola (mãe cuja filha foi roubada) grávida do Bruno (pai que não é pai biológico da menina Paulinha). E a pergunta está lançada, quem deve ficar com a Paulinha? Qual seria a melhor solução para um caso como este na vida real? O Bruno agiu errado? E a Paola está certa impedindo o contato da Paulinha e Bruno a qualquer custo?

Sei que muita gente vai discordar e algumas vão se surpreender, mas acho que quem deveria definir com quem quer ficar é a própria Paulinha, considerando que a menina já tem 12 anos (se não estou enganada). Claro que a Paola não deve ser privada do convívio com a filha, já que ela não quer mais casar com o Bruno. Poderia ser uma guarda compartilhada, uma combinação entre os dois para que a menina não perca o vínculo com o pai que a criou e com a mãe biológica que sofreu tanto por não ter acompanhado o crescimento da filha.

Me dói o coração imaginar que a menina aos 12 anos deve simplesmente esquecer da vida que teve até então com tios, tia, avós e o pai que ela tanto ama e passar a viver com uma família completamente desconhecida para ela. Mas também acho que a mãe não pode pagar por um erro do passado. Sim, um erro do passado, afinal, ela não tinha nada que estar num bar fuleiro com a gravidez avançada e com o parto iminente, acompanhando o pai biológico da menina. Enfim, sou a favor de agregar a Paola à vida da menina, aos poucos, mas a guarda eu deixaria com o pai que a criou, ou com quem a menina escolhesse.

Sei que muitos vão dizer para eu me colocar no lugar da Paola, se eu fosse ela me casaria com o Bruno (hehehehe) mas, acho que a guarda compartilhada é a melhor solução para todos e principalmente para a menina. Eles moram na mesma cidade!!!!! Eu falo isso com vivência porque como alguns sabem (se já leram posts antigos), minha mãe morreu no meu parto e morei com minha avó materna até os 10 anos, quando fui morar com meu pai. E guardei durante anos um certo ressentimento por minha avó ter “me dado” para meu pai, pois se tivessem me perguntado eu teria ficado com ela sem pestanejar. Hoje, muito tempo depois, eu percebi que minha frieza com ela durante todos esses anos foi devido ao fato de ela ter aberto mão de ficar comigo.

Claro que meu lado racional sabe que ela fez o que era melhor pra mim, pois meu pai pôde me dar uma vida melhor, tive mais limites, convivi com meus irmãos e sou o que sou hoje graças ao que meu pai me proporcionou. Mas o lado emocional ficou abalado, não posso negar. E no fim de tudo ela sofreu muito também, porque eu, mesmo que de forma inconsciente, “descontei” todo meu ressentimento com frieza e distanciamento. Me arrependo, mas eu me esforcei para perdoá-la e só consegui quando ela se foi.

Sei que fugi um pouco do propósito do blog, mas o tema tem relação com maternidade, vai?! Então está aí, minha opinião sobre uma novela, coisa considerada totalmente fútil, mas com um tema interessante para ser discutido. E aproveitando, quero registrar que adoro o Félix e vibrei com a argumentação da Dra. Glauce no interrogatório sobre o parto e prontuário que foi roubado. Já sabia a estratégia da troca de bebês porque era óbvio, mas o lance da falta de cardiologista, foi muito bom!!! Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos!!!

 

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Páscoa, Chocolate e Crianças

Quase um mês depois do último post, aqui estou novamente! Nossa, não quero reclamar não, mas 2013 começou com cara de fim de ano. Uma correria danada no trabalho e ainda tem o MBA e o projeto academia, fora filho, marido, blog, casa…enfim, não está moleza não! Portanto, não estou me dedicando aos registros sobre a vida do filhote como gostaria, mas aos poucos vou me ajeitando! #tenhofé

Há poucos dias da data mais “achocolatada” do ano, vem aquela velha dúvida: dar ou não um ovo de páscoa ao Enzo? Em 2011 e 2012 eu não dei e a madrinha também respeitou. Mas esse ano ele já está maior, já conhece essa delícia e o almoço será na casa do meu pai, o que significa várias crianças + chocolate. Bom, isto posto, eu não preciso aumentar a lista do filhote, já que ele ganhará algo da madrinha, da tia, do avô, do coelho da páscoa (sim, eu acredito nele!). E usaremos o bom senso para deixá-lo comer um pouco, depois de almoçar, claro!

Aproveitando o tema, até pouco tempo Maridão e eu éramos bem rígidos em relação aos doces e ao Enzo. Cansei de receber críticas. Eis que após algumas conversas com pessoas sensatas, ficamos na dúvida se não dar doce algum era melhor que dar com moderação. E se quando ele tivesse acesso as guloseimas fora de casa virasse um compulsivo?! O sonho de que por não dar doces a ele filhote fosse aquele tipo de pessoa que não gosta deles, sabemos que é irreal. Portanto, resolvemos liberar, mas sem exageros, sempre o bom senso falando. So far so good!

E agora é pensar nos ovos da criançada da família. Minha opção é sempre dar um ovo pequeno (não que eu seja mão de vaca, mas prefiro qualidade do chocolate do que quantidade), e cada criança ganhará mais que um, portanto, não vou agir de um jeito com meu filho e não fazer o mesmo com meus sobrinhos e afilhados. E, claro, vamos escondê-los, assim como o coelhinho da páscoa faz todos os anos!

Se eu não voltar até lá…..Feliz Páscoa!!!!

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Sobre Profissão e Maternidade

Ano passado li um texto da Mari, do Viciado em Colo, em que ela retrata muito bem (como sempre) a situação da mãe moderna. Ela dizia estar no limbo profissional e confesso que me vi muito em tudo que ela escreveu. É que sempre gostei muito de trabalhar e sempre me envolvi bastante seja como professora de inglês, seja como estagiária de exportação e, principalmente, agora em operações. Quando resolvemos ter o Enzo, uma de minhas grandes preocupações era como lidar com a maternidade de forma consciente, sem perder tudo que havia conquistado na vida profissional. Temi perder meu emprego, mesmo sabendo que poderia me recolocar, temi não dar conta das duas tarefas. Assim que recebi o resultado do exame, demorei praticamente 3 meses para contar na empresa. Segurei a onda por não saber se a gravidez vingaria e, também, confesso, por medo da reação do meu chefe.

E, depois de contar, trabalhava quase todos os dias até as 9 da noite, evitava faltar ou dar qualquer motivo para dizerem que porque engravidei eu havia relaxado. Realmente trabalhei que nem uma camela. Eu me preocupava tanto que acertei com meu gestor que ficaria fora 4 meses e 20 dias e levei notebook da empresa para casa para qualquer emergência. Trabalhei até o último dia e me orgulhava de nunca ter precisado apresentar um atestado para afastamento. Mas, depois que Enzito nasceu, tudo mudou. A minha vida profissional deixou de ser tão importante e cheguei a desejar ser demitida quando voltasse da licença, só para não ter que deixá-lo na escola. Claro que eu não teria a menor coragem de pedir dispensa para ficar em casa, mas desejava isso, ao mesmo tempo que desejava voltar a ser, além de mãe, uma mulher que tem outras preocupações.

Na volta percebi grandes mudanças na profissional Adriana, aprendi a delegar mais (já que minha equipe tinha passado quase 5 meses sem mim e sobreviveram), aprendi a priorizar e deixar o que pode ser deixado para o dia seguinte, passei a sair no horário, a ter coragem de chegar atrasada a uma reunião com a diretoria porque o filho tinha pediatra, a sair mais cedo para buscá-lo na escola quando Maridão não podia fazê-lo…a lista é extensa. Mas não é porque passei a me dedicar menos horas que a produtividade tenha caído, não, aprendi sobretuto a ser mais eficiente e planejar melhor meu tempo e atividades. Porém uma coisa não posso negar, ficou mais difícil me dedicar a atividades “extra job description”, que são o que garantem mais notoriedade e promoções.

O plano de “dominar o mundo” ficou adormecido e passei a enxergar meus colegas que chegaram onde eu queria com outros olhos. Vi que eles não tem equilíbrio entre vida pessoal e profissional, quase todos trabalham mais de 12 horas diárias, e quando não estão na empresa, estão conectados e disponíveis 24hs. Viajam de 2 a 3 semanas no mês e não conseguem fazer um almoço durar mais que 20 minutos, isso quando não comem em suas salas para poupar tempo. Essa é a vida que eu quero? Em nome do que, de uma posição hierárquica melhor, de melhor salário que depois não terei tempo para gastar/curtir? Acho que não! Hoje prefiro uma posição que exija menos, mas que me possibilite viver, estar em família e ter liberdade.

Mas não é porque eu não quero mais “dominar o mundo” que eu também estou relaxando e querendo vender água de coco na praia (até que não seria má idéia), trabalho de 9 a 11hs por dia, 5 vezes na semana, quando não estou no escritório, estou acessível no celular que também tem os emails da empresa conectado. Mas não sou escrava dessa tecnologia não, só uso se alguém me ligar, não fico olhando a cada minuto se tem email novo, como alguns que conheço. Continuo me empolgando com projetos novos e até me arrisco em alguns, quero ganhar mais e ter mais responsabilidades, dentro dos meus limites como mãe. Mas também sei que só posso fazer isso porque tenho um Maridão mega parceiro que divide a responsabilidade de tudo comigo, e também alguns amigos que me ajudam quando a coisa aperta.

Já contei aqui que nesta última viagem Enzito ficou doente. Voltamos domingo e segunda Maridão foi viajar e eu fiquei aqui com filhote doente, feriado na cidade na terça, com a escola dele fechada, mas a empresa onde trabalho aberta e com reunião com a nova diretoria comercial. Segunda passei na empresa rapidinho, consegui um encaixe de manhã na pediatra, e voltei a trabalhar. Só me senti bem em deixá-lo na escola porque não tinha mais febre e não estava mais tão molinho. Na terça a super Amiga-Madrinha ficou com ele o dia todo pra mim enquanto pude ir tranquila para a reunião. Hoje filhote já está quase 100%, da faringite só sobrou uma tossinha expectorando e consegui sobreviver a essa semana sem Maridão e com compromissos importantes no trabalho graças a ajuda da Madrinha no feriado e a escola nos outros dias. Mas claro, tive que sair mais cedo em dois dias da reunião (na verdade saí no horário, a reunião é que se extendeu além dele), pois a escola tem hora para fechar. E assim vamos levando, tentando conciliar a vida profissional e a vida familiar, nenhuma perfeita, mas ambas com muito amor e dedicação na medida do possível.

PS> O texto está longo, estou com sono, tenho que lavar a cabeleira e estudar para prova do MBA de sexta…então não revisarei, me perdoem se houver muiiiiiitos erros aí em cima.

;-P

 

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A Importância da Rotina

Nestas semanas tenho deixado o Enzo dormir até a hora que o corpinho dele pede, isto significa cerca de 30 minutos a mais que o normal, acordamos em ritmo menos acelarado, ele também tem chegado mais tarde e saído mais cedo que o horário habitual, mas confesso que tem sido um pouco complicado para ele. Filhote tem se mostrado um pouco mais cansado que nos períodos em que estou trabalhando e Maridão em casa. Não sei se é simplesmente tristeza porque o papai está viajando, ou se essa nova rotina não está boa, ou ainda a junção das duas coisas.

A escola não reclama dessa mudança, o que me dá flexibilidade, mas ontem e hoje notei que devo estar errada em pegá-lo cerca de 2hs antes do horário comum. Explico, ontem cheguei e tive que esperar porque filhote estava jantando e hoje resolvi chegar antes do jantar deles, mas ele estava entrando na aula de Karatê. Esperei por 30 minutos, tempo que dura a aula e a coordenadora me deu um potinho com o jantar do dia para ele comer em casa. Eis que filhote veio o caminho todo dizendo que ia papar o tal do macarrão, todo empolgado. E, em casa não quis comer porque não tinha o tal pratinho verde que ele deve usar na escola…conclusão, muito choro, birra e com muito custo ele comeu umas 4 garfadas e just it.

Além disso estava super chatinho, não queria nada e queria tudo. Me parecia com sono, mas o horário não era bom para ele dormir, senão iria atrapalhar o sono da noite, que continua na mesma rotina de sempre. Conclusão que tiro desta semana e meia de férias é que ou eu deixo ele na rotina ou eu tiro 100% ficando com ele em casa o dia todo, mas como comigo ele não come direito e não tem crianças para brincar, amanhã tentarei deixá-lo dentro da rotina o mais fiel possível. Exceção para a hora de acordar, já que 30 minutos a mais para mim é um luxo e para ele faz bem, já que não dorme direito na escola.Semana que vem, tento ficar com ele uns dias inteiros.

Sei que muitas podem achar um absurdo eu estar de férias e deixá-lo na escola, mas sinceramente, rotina faz bem para a criança. Sei que passar tempo com a mãe também, mas meu tempo com ele é de qualidade e é isso que importa. E outra lição aprendida, nunca mais tirarei férias em período que Maridão não vá tirar pelo menos uma semaninha, ou em períodos que ele for viajar tanto….assim me divirto um pouco com ele e filhote viajando, né?!

 

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Mamãe Está de Férias!

Este final de semana foi o meu primeiro dos 20 dias de férias e aproveitando que não tive aula do MBA neste sábado levei filhote novamente ao clube para brincar no parquinho. Logo que cheguei encontrei uma amiga que não via há uns 6 anos, que estava com sua filha de 4 anos e mais 3 crianças. Depois da alegria em revê-la, em conhecer a pequena Gabriele, elogiei sua coragem em sair com 4 crianças sozinha. Eu me mato sozinha com o Enzo, imagina com 4!!! Ela me contou que havia feito uma noite do pijama em seu apartamento de sexta para sábado e que as 3 crianças eram filhas de uma amiga que não tinha com quem deixar, então que 1 vez ao mês ela ficava com os pequenos. Admirei sua atitute e pique.

Conversa vai, conversa vem e disse que estava entrando de férias, que ficaria 20 dias em casa, mas que não iria viajar, pois Maridão não conseguiu sair no mesmo período esse ano. E ela logo perguntou: “vai aproveitar para ficar todos esses dias com o Enzo?” e eu respondi: “mais ou menos, ele vai para a escola, pois tenho algumas coisas para resolver”. Antes mesmo de terminar essa frase vi a cara de espanto dela, que não trabalha para ficar mais tempo com a pequena. E isso disparou aquela vilã de todas as mães do mundo….a culpa! Será que estou errada em querer um tempo para mim, para tentar incorporar a academia a minha rotina, passear no shopping a tarde, organizar os armários, me largar na frente da TV, fazer massagem, cortar o cabelo, fazer depilação, contratar um jardineiro, e mais um montão de coisas???????

Não deveria eu, como qualquer mãe perfeita que se preze, querer utilizar o meu tempo livre para ficar com meu filho ao invés de largá-lo o dia todo na escola? Pensei, pensei e repensei e cheguei a conclusão que sou humana, que também preciso de cuidados, que não estou nem um pinguinho errada em querer esse tempinho. Todas as férias (desde que começou a sobrar um dinheirinho para isso) viajamos, e nunca saia 20 dias seguidos, o que me sobrava pouco ou quase nada de tempo para fazer algumas das coisas citadas acima. E, aproveitando que esse ano não faremos viagens longas (no máximo vamos tentando viagens curtas de final de semana quando dá), quero muito colocar minhas coisas em ordem, coisa que não faço muito desde que o Enzo nasceu.

Ontem fiz a limpa no meu banheiro e quarto na parte da manhã e tirei tudo aquilo que já não uso há mais de 1 ano. Almocei tranquilamente assistindo ao Vídeo Show (coisa que não faço desde a adolescência) e depois fiz a limpa no quarto do Enzo, separei todas as roupas que não servem mais, reorganizei tudo por lá. Ao mesmo tempo fui fazendo uma listinha do que preciso comprar, arrumar, etc. Depois tomei um banho longo (sim, me preocupo com o meio ambiente, mas eu mereço um de vez enquando) e fui buscá-lo. Hoje, depois de levá-lo à escola levei algumas roupas e edredom à lavanderia, passei na farmácia, fui à academia e depois passei no shopping lá perto para comprar um sapato pro filhote e acabei comprando o livro com DVD dos Três Porquinhos, já que filhote anda falando muito nesta história.

Agora a tarde estou aqui, olhando na internet os presentes e brinquedos que compraremos para os aniversariantes de setembro, outubro e para o dia das crianças. Quero aproveitar esse meu tempinho para já deixar tudo comprado, para não ficar naquela correria em cima da hora e sem paciência para escolher com carinho e calma. No final do dia tenho exame médico no clube, para usar a piscina e academia de lá (uma das melhores da cidade). Quero aliar a academia que frequento (aquelas só para mulheres com circuito de 30 minutos) com as aulas da academia do clube. Maridão buscará filhote hoje. E quer saber, não me sinto nem um pouquinho culpada e sabe porque? Filhote está se desenvolvendo, brincando e porque não dizer, se alimentando melhor por lá do que se estivesse me seguindo nessa maratona.

Claro que ele está chegando mais tarde na escola, vai sair mais cedo e alguns dias faltará para ir ao clube comigo, para ficar em casa ou qualquer outra coisa. Mas 20 dias sem aparecer na escola, e eu, sem fazer nada além de cuidar dele, não acho produtivo para nenhum de nós. Quero sim aproveitar minhas férias para ter mais tempo com meu filhote, mas tempo de qualidade, tempo que me dedicarei 100% a ele, curtindo e não por obrigação, não por fazer o que esperam de mim. E essa é a graça do ser humano, somos diferentes, e o fato de pensarmos diferente não significa que um esteja certo e nem o outro errado, somos apenas diferentes. O importante é ser feliz com suas escolhas e não deixar a culpa te pegar!

 

 

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Enzo Vegetariano, pode?!

Quando engravidei não conseguia comer alguns alimentos nos primeiros meses como chocolate, mas foi passageira essa recusa. Porém, com a carne durou os 9 meses. Eu nunca fui muito fã de carnes, mas na gravidez não podia nem sentir o cheiro. Lembro bem de dias em que pedia para sair porque não aguentava o cheiro de churrasco da casa vizinha. E meu pior pesadelo foi uma viagem à Argentina para a implantação de um projeto no escritório de lá. Passei muito mal e fiquei traumatizada!!!

Mas esse post não é para falar de mim e sim do Enzito. O assunto alimentação aqui em casa nunca foi tarefa fácil, tivemos momentos estressantes em que filhote não queria nada além de leite e frutas, depois veio a calmaria com ele comendo direitinho – sempre sem exageros – mas comia. Porém, últimamente ele deu para rejeitar carne. Quando come, quer arroz, feijão, sopinha, mas tudo sem carne. Entre uma colherada e outra, tentamos esconder a carne embaixo do arroz (quando ele deixa a gente dar a comida na boca, já que faz isso sozinho), mas mesmo assim, se ele percebe que tem carne, devolve tudo pro prato. Ontem fiz espaguete com molho de tomate e carne moída, ele até comeu uma colheradas, mas a carne tem que estar pequena para ele não rejeitar. Mas logo não quis mais e pediu arroz puro. Mais duas colheres e chega!

Daí que fiquei na dúvida se é possível uma pessoa decidir ser vegetariana mesmo sem saber ao certo o que significa. Se uma criança em fase de formação pode ficar sem carne. E como substituir a proteína animal de forma a manter filhote sempre nutrido. Maridão assistiu outro dia uma reportagem sobre os veganos, linha vegetariana mais pura e radical. Eles não consomem absolutamente nada de origem animal (ovos, leite, carne, mel, gelatina, nadinha). E nessa reportagem foi dito que uma fonte de nutriente para eles eram os grãos e sementes. Eis que Enzito tem se intererrado bastante por amêndoas, pede por arroz com feijão (a dupla quando consumida junta produz proteína vegetal). Será um sinal? Ou será apenas mais uma fase como tantas outras fases alimentares que filhote já passou?

Dei uma pesquisada e econtrei várias opiniões a favor e contra a dieta vegetariana na fase de crescimento, que vai até os 15 anos de idade. Da equipe dos prós fala-se sobre prevenção de certas doenças na fase adulta como alto colesterol, diabetes, obesidade. E até redução de alergias foram constatadas em crianças vegetarianas. Porém, os pontos contras são a deficiência de vitaminas como a D que pode causar cáries e raquitismo, B12 que pode causar baixo crescimento e anemia assim como a baixa ingestão de ferro. Além da falta de cálcio e casos em que o consumo excessivo de carboidratos não complexos pode-se causar obesidade e diabetes.

Mas o que fazer se nossos filhotes decidirem ser vegetarianos e resistirem aos prazeres da carne? A reportegem que Maridão viu estava corretíssima, é preciso aumentar a ingestão de grãos, sementes e leguminosas. Ingerir bastante Feijão, lentilha, amêndoas sem sal, nozes, linhaça, etc. Além de óleos de vegetais como azeite, óleo de macadâmia, gergelin, etc. E em alguns casos a suplementação se faz necessária também. A tarefa não é tão fácil para nós que temos pouco conhecimento sobre o assunto, mas não impossível, já que encontramos muitos livros de culinária vegetariana e também não é mais um assunto tão raro assim. De qualquer maneira, não dispensarei a opinião da Dra. Pediatra. E espero que seja só mais uma fase e não um estado permanente, mas se for, respeitarei a aprenderei tudo o possível para ajudá-lo.

Uma boa semana!

 

 

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TOP 10 Brinquedos by Enzo Ferrari

Desde que o Enzo nasceu dedico grande parte do meu tempo a pensar em festinhas, atividades e datas comemorativas para dar presentes a todas as crianças da família (de sangue e de coração). Eis que em setembro tiro férias e já quero planejar os presentes da criançada para outubro, dia 12 é Dia das Crianças e aniversário do Maridão. Tá bom, tá bom, faltam 2 meses ainda, mas quero escolher tudo com calma. Agradar a todos sem correria e estresse! Vou aproveitar esses 20 dias de setembro para pensar nisso e fazer as compritchas.

E, por começar a pensar em brinquedos, porque não se dá outra coisa a uma criança no dia dela, certo?! Gosto de olhar aquela lista que a revista Crescer faz dos melhores brinquedos por faixa etária mas no fim me baseio mesmo é nas escolhas do Enzo. É claro que ele não foi exposto a todos os brinquedos deste mundo e tem vários que ele não tem, mas sei que amaria se tivesse. Porém levo em consideração tudo que ele ganhou e o que foi mais usado por ele.

Logo nos primeiros meses de vida, ele se encantou com a estrelinha de pano que tem várias texturas e cores que por alguns meses foi o brinquedo predileto. Em seguida veio o cachorro da Fischer Price que canta, fala partes do corpo e cores. Depois veio a piscina de bolinhas e o retroprojetor da Fischer Price de tema fundo do mar com imagens e sons.

Com 1 aninho o brinquedo favorito foi o andador da marca Calesita, andador inteligente que ele ia empurrando e andando pra lá e pra cá. Segundo maridão, esse é melhor que o da Fischer pois tem um sistema que trava caso ele escorregue. Esse ele adora até hoje e chama de carro. Presente da Madrinha! Com 18 meses ele se encantou pela motoca, até hoje não sabe pedalar, mas adora ficar em cima dela para assistir desenho e para passear no condomínio com papai empurrando.

Andador Inteligente Calesita

Atualmente ele, mesmo sem ter visto o filme Carros, adora o Macqueen e o Matte. Então quer fazer todas as refeições em sua mesa e cadeira do tema. Além disso, ele está super apegado as suas massinhas do Bob Esponja, seu carrinho amarelo e moto Ninja. Mas como são brinquedos recentes, não sei se entrariam num TOP 10. Os que certamente entrariam são os DVDs da Galinha Pintadinha, Cocoricó e Patati Patatá.

Hoje o TOP 10 seria:

1)      DVD Galinha Pintadinha 1 e 2

2)      Andador Inteligente da Calesita

3)      Cachorro que fala e canta da Fischer Price

4)      Estrelinha de pano com cores e texturas

5)      DVD Patati Patatá

6)      Piscina de Bolinhas redonda inflável

7)      Motoquinha de pedal da Bandeirantes

8)      Retroprojetor fundo do mar da Fischer Price

9)      Carrinhos em geral (incluindo moto e caminhão)

10)   DVD Cocoricó

Bom, voltando ao dia das crianças, vou pegar carona no fato de que Enzo está na fase dos carrinhos e dar um de pedal para ele, do Macqueen. Acho que esse, assim como a motoca, subirão no ranking em breve. Aproveito o tema para dizer que sou totalmente contra motos e carrinhos elétricos! Crianças tem que se exercitar, brincar, gastar energia e dar brinquedos elétricos à elas acredito que as deixem preguiçosas e sedentárias. Soy contra!!!!

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Meu Bebê não é mais tão Bebê assim….

Há dois anos eu estava com um bebezinho em meus braços, indefeso, totalmente dependente e frágil. E hoje, filhote já demonstra seus sinais de independência e transição. É tão estranho porque esperava tanto por isso, mas ao mesmo tempo é uma ruptura difícil de aceitar. Estamos entrando naquela fase de grandes mudanças: largar mamadeira, largar chupeta, largar fralda e largar o berço. Ufa…quanta coisa, o que começar primeiro? Bom, a escolinha já começou a parte deles há alguns meses (quase 1 ano!!!), não se usa mais mamadeira para o leitinho da tarde, é tudo no copinho. Mas eu ainda dou a mamadeira de manhã e a noite, além dos finais de semana.

Enzo já demonstrou total habilidade para subir no berço sozinho, quando a grade está abaixada. Para sair do berço ele ainda sofre um pouco, mas hoje saiu sem cair e sem medo algum, na minha frente. Quanto a chupeta, ele passa o dia todo sem ela, numa boa. Só pede quando está muito cansado e quer dormir, ou quando se machuca e fica manhosinho. E, finalmente, a fralda! Já comprei aquele adaptador de assento para o vaso sanitário, comprei do carros para ver se ele se empolga. E se empolgou, mas ainda não consegue fazer seu xixizinho ou cocozinho ali. Senta e diz: pronto, acabou!

A escola vai me ajudar nessas transições, já que o soninho é em colchões e não berços e a chupeta fica guardada, sendo liberada apenas em horas críticas. O desfralde está marcado para o início do próximo verão, melhor época para a prática. E, como acho que são muitas mudanças de uma vez, vou começar aos poucos com o mais fácil, tirar a mamadeira primeiro. Vamos tirar as mamadas da manhã e da tarde, será tudo no copinho. Depois que notar que não há problemas, tiro a noturna, fazendo ele tomar no copinho, escovar os dentes e só depois ir pro berço (ou cama). Acho que esta será a mais fácil de todas, sem muito estresse.

A troca do berço para a cama, ainda estou em dúvida se é hora. Claro que temos medo dele cair e se machucar, ainda mais que tem uma cama ao lado do berço e ele pode bater a cabeça. Mas tenho medo de trocar e ele não dormir, ou dormir mal, já que a cama é bem maior. Até pensei em comprar aquelas camas baixinhas, com forma de carro, mas é um gasto desnecessário, já que mandei fazer uma cama pro quarto dele junto do armário e berço. Vou pesquisar grades que podemos acoplar à cama, quem sabe é uma solução: grades divertidas!

Em meados de outubro começaremos o desfralde e por último tiraremos a chupeta. Ao meu ver a chupeta é um porto seguro, um objeto “âncora”, que faz os pequenos não sairem do prumo. Eles são dependentes demais delas e exatamente por serem tantas mudanças, ela será a última a sair de cena. Segundo a Dra. Pediatra, antes do 3 anos ele tem que parar. Mas, se até lá, só usar para dormir, não teremos problemas de arcada dentária torta por conta da chupeta. Que não é a única vilã na história. Bom, acho que é isso, planejamento montado! Ou melhor, mais ou menos montado, mas em andamento.

Agora, que é estranho ver que meu bebê já não é mais um bebezinho….isso é! Mas é parte da vida, ele tem que se desenvolver e eu não posso segurar isso. Tenho que apoiar e aprender a entender a melhor hora para tudo isso, sem traumas. E vocês, alguma dica?

 

 

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Não Podemos Delegar Carinho e Amor!

Entre a faculdade de Jornalismo e a de administração fiquei algum tempo lecionando inglês em escolas de idiomas. Neste período pude perceber que muitos pais delegam seus filhos e sua educação às escolas. Lembro-me bem de um garotinho super agressivo, cujos pais eram médicos ou dentistas super ocupados, que sobrecarregavam o menino para que ele não tivesse tempo de cobrar atenção.

Ele saía da escola e ia direto para o inglês (ou outras atividade em cada dia da semana), com uma daquelas vans escolares. Almoçava o que tinha por perto. No caso dos dias na escola de idiomas, mandávamos buscar comida no shopping e ele almoçava no refeitório, nós escolhíamos o que ele comeria, sem nenhuma instrução dos pais. Do inglês ia para a aula de música, futebol, etc e etc. Chegava e casa exausto e claro que não tinha nenhum tempo de qualidade com os pais.  E ainda se perguntava porque ele é tão agressivo?!

Hoje, como mãe, entendo ainda mais o que um filho representa em nossas vidas. Eles são um presente e não um fardo! Concordo que quando ele veio ao mundo já tínhamos a nossas vidas profissional e pessoal, nossos problemas e nossos sonhos. Que não devemos nos anular por sermos mães e pais, mas a condição mudou, demos origem a uma vida! E essa vida depende totalmente de nós para ser feliz!!!!

E o que faz um ser feliz? Minha opinião é que carinho e amor são os segredos do sucesso no cuidado com os filhos.  É claro que precisamos dar limites, ensinar o que é certo e errado, mas sem amor tudo isso vai por água baixo. Carinho e amor não se pode delegar!!! Não devemos pensar que a educação de nossos filhos está somente nas mãos dos educadores que contratamos nas escolas. Caráter e valores devem vir de casa e não apenas das escolas.

O futuro de nossos filhos está nas nossas mãos!

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