foradocasulo

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Fase do Enfrentamento

Esta semana Maridão viajou a trabalho e minha irmã veio pra cá. Ela disse que ficaria com o Enzo a semana toda, então meu pequeno tiraria umas férias. A princípio não botei muita fé que ela aguentaria o furacãozinho, mas os três primeiros dias fluíram bem. Ele se comportou como um príncipe. Hoje, feriado na cidade onde moro e trabalho estou com eles e filhote voltou com as manhas de sempre. Ela diz que ele é outra pessoa quando está perto de mim, mais manhoso e chorão.

Claro que ela acaba cedendo um pouco mais aos desejos dele, na segunda ele comeu uma bandeja de Danoninho, na terça ele comeu um pacote de bala, além de ter ficado de chupeta o dia todo…coisas que Maridão e eu não deixamos. Então quando estou por perto digo mais “Não’s” e ele acaba ficando mais chatinho, mas também deve haver algum outro efeito. Não sei ao certo ainda o que é. Porque na escola ele come de tudo, aqui comigo não, com a tia ele se comporta, comigo não. É um ponto para refletir. Afinal, não sou uma mãe molenga, também não faço o tipo super exigente, então porque o comportamento muda tanto na minha ausência ou presença?!

Em algumas leituras descobri que os 3 anos é a idade do “enfrentamento” aos pais e nesta fase precisamos disciplinar nossos pequenos. Já tentei o cantinho para ele pensar no que está fazendo de errado e apesar de funcionar na escola, aqui não dá muito certo. O que tem dado certo é dizer que estou triste com ele, que não quero mais falar com ele, ou ameaço sair do cômodo em que ele está e deixa-lo para trás, mas as vezes me questiono se essa é a melhor maneira de educa-lo. As vezes me sinto como estivesse chantageando, ou causando algum tipo de insegurança por dizer que vou embora. Mas esta foi a maneira que encontrei de fazê-lo obedecer e sei que não vai funcionar para o resto da vida.

Certamente o castigo é a maneira mais adequada e ainda chegaremos na forma correta, que no caso do Enzo não é o cantinho da reflexão. Talvez proibir um brinquedo, TV, essas coisas. Vamos descobrir! Mas fico mais tranquila de saber que é uma fase e é normal, claro, que a tranquilidade não é sinônimo de falta de preocupação em discipliná-lo e educa-lo, mas me ajuda a não entrar em desespero achando que só acontece comigo. e me faz querer procurar uma maneira de melhorar e saber que vou achar!

Bjim

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Cama Compartilhada

Antes de Enzo nascer eu era totalmente contra, depois dele nascer eu não sabia se daria certo, afinal, ele era muito pequeno, e se eu me descuidasse e dormisse em cima dele?! Além do fato da Dra. Pediatra nos dar uma aula na primeira consulta dizendo dos riscos e de vermos centenas de programas tipo “super babá” indicando que isto acaba com o relacionamento do casal. Então, me lembro de apenas uma vez ter dormido com filhote em nossa cama, durante minha licença maternidade, no soninho da tarde. Como sempre tivemos o hábito de leva-lo para berço e niná-lo até que pegasse no sono, sempre funcionou aqui a cama não compartilhada com filhote.

O tempo foi passando e ele saiu do berço e foi para a cama. Tudo ia bem até que ele aprendeu a levantar de madrugada e seguir para nosso quarto. Primeira noite, vupt, ele já estava no meio. Nos dias seguintes, mesma coisa. Eu logo disse para Maridão que eu não iria levantar de madrugada, leva-lo de volta e ficar lá esperando ele dormir. Ainda mais que ele não nos deixa deitar na cama, temos que ficar lá sentados esperando ele adormecer e isso pode levar horas. Tô fora! Maridão também não tomou providência e agora quase todas as noites é a mesma coisa. Há dias em que ele nos visita as 4, outros dias às 6 e nós deixamos. Será que isso afeta a vida do casal? Será que isso é ruim para a criança?

Claro que a Dra. Pediatra disse que assim que passasse o inverno, nós deveríamos leva-lo de volta quantas vezes fosse necessário até ele aprender que o lugar de dormir é no quarto dele. Mas sendo inverno ou verão eu não vou fazer isso. Se Maridão quiser, boa sorte! E no fundo eu não acho que ele ir de madrugada pra nossa cama seja algo que afete nosso relacionamento como casal e tampouco faça qualquer mal a criança. Muito pelo contrário, ele se sente acolhido, amado e parte de nós. Claro que dormir desde as 21h conosco não vai rolar, porque isso sim é um problema. Mas faltando poucas horas para acordarmos, não vejo nada demais.  E sei que vai durar um período, não será pra sempre. Sou a favor do colo a vontade e da cama compartilhada com certo limite. Pronto falei!

 

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Os 3 Anos!!!

Sei que é lugar comum, mas sinto que foi ontem que peguei Enzito em meus braços pela primeira vez. Tantos dias se passaram e aquele início difícil e que parecia não ter fim, hoje está muito distante, mas ao mesmo tempo, não me parece tão distante que filhote era só um neném totalmente dependente de nós. Sim, era um bebê e agora é um molequinho que adora brincar de correr, jogar bola e de pular de todos os lugares possíveis, que faz manha e sabe exatamente o que “pode” conseguir com isso. Digo “pode” porque nem sempre consegue. De vez enquanto cedemos (eu mais e Maridão menos), mas já aprendemos o que é verdadeiro e o que é truque.

Falta menos de um mês para o grande dia e como já contei aqui, optamos por um buffet infantil. Esses dias mudei o tema da festa para Toy Story, já encomendei as lembrancinhas (parte delas), já cuidei de montar o script para a retrospectiva (que já está quase finalizada) e já contratei uma fotógrafa. Nos dois primeiros anos eu aprendei algumas coisinhas como ter alguém para servir, alguém na copa e agora para fotografar. A gente passa a festa toda querendo se dividir entre deixar os convidados confortáveis, confraternizar, curtir o filhote e ainda tentar fotografar tudo. Não dá! Também não dá para alugar as amigas pedindo que não curtam a festa para fotografar pra gente, né?! (rs)

Filhote vai amar a festa, sempre pergunta se a festa dele é hoje, se será amanhã…já aprendeu que é em junho, só não sabe quando é junho! A partir do dia 1, farei um calendário para irmos riscando os dias, assim ele já vai tendo uma noção de tempo e a gente faz um suspense bom. Ao mesmo tempo vou contando os dias de dieta low carb e quanto falta para eu me acabar nos docinhos do aniversário – sim, mamãe quer estar mais magra para sair bem nas fotos! E, enquanto a festa não chega, vamos nos divertindo nos tempos livres indo a restaurantes ao ar livre, viajando no feriadinho, etc.

E por falar em feriadinho, estamos programando um passeio que será o tema do próximo post. Quem sabe vem uma dica boa aí (ou dica para não cair numa furada! hahaha)

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Mais um Dia das Mães

Esse domingo será meu segundo dia das mães com filhote em nossas vidas. E quanta coisa já passamos juntos nestes dois anos e quanto ainda está por vir. É muito bom saber que essa história está apenas começando e que não terá fim, nem mesmo quando mamãe não estiver mais neste plano astral, a ligação continuará forte! Mas vamos dar um rumo diferente nesta prosa, que esse ano não quero post triste.

Não é novidade para ninguém que eu demorei a me decidir a ter um filho, passei anos convicta de que não o teria, por opção mesmo. Eis que os 30 bateram a porta e me fizeram refletir. E não me arrependo em nada o fato de ter decidido ser mãe. Brinco que se eu soubesse que era tão bom quanto diziam, teria tido antes, dando tempo para mais filhotes! Não que ainda não haja tempo, mas confesso, falta um pouco de pique e sobra medo.

Sei que dia das mães não é feito apenas do segundo domingo de maio, mas sim, todos os dias são nossos, assim como dos pais e filhos. Mas adoro a simbologia toda, um dia especial para comemorar, ganhar presentinhos (porque não?!), juntar todos a mesa e comer algo gostoso enquanto a conversa rola solta. E também o período que antecede o grande domingo, me faz refletir sobre o papel da mãe nas famílias e na sociedade, me faz pensar se estou no caminho certo, enfim, é um momento de reflexão.

Apesar de não ter qualquer ajuda experiente quando o Enzo nasceu, eu não recorri a nenhuma literatura (não sei se estou certa ou errada), mas tenho seguido meu sexto sentido (e algumas dicas da Dra. Pediatra). Para não dizer que não li nada, li um capítulo do “Criando Meninos” perto do aniversário de 1 ano do Enzo. E só. Recentemente passei a ler bastante blogs e reportagens, mas estes livros de “auto ajuda na maternidade”, não. E não é porque sou contra não, foi por falta de tempo mesmo. Mas hoje, em uma segunda gravidez, leria um pouco mais sobre amamentação.

Também deixei de lado a culpa por trabalhar fora e deixa-lo na escola mais tempo do que ele fica em casa. Afinal, se somos os exemplos para nossos filhos, quero que ele veja um bom exemplo. De uma mãe que batalha, trabalha para não depender de ninguém. Uma mãe que gosta de estudar, se desenvolver constantemente. Uma mãe que erra sim, afinal errar é inerente ao ser humano, mas que assume e corre atrás de uma solução (ou de quem possa solucionar…rs). Nada contra quem larga tudo para ficar cuidando dos filhos, acho muito corajoso e nobre também.

Apesar de gostar de trabalhar, meu sonho de consumo é um trabalho mais flexível, de meio-período talvez, para que eu pudesse ficar mais tempo com filhote (não o dia todo, senão eu ficaria maluca…rs). Gostaria sim de ter mais pique para brincar de corre cotia, pato pato ganso, pega-pega, futebol, e mais um monte de coisas agitadas que Enzito adora. Mas, vamos viver com o que temos que já está de bom tamanho, afinal, saúde não nos falta e amor também!

Desejo a todas a mamães deste mundo um FELIZ DIA DAS MÃES!!!! Que todas possam estar com seus filhos em um momento harmonioso e feliz. Muito amor a todos! E como é bom ser mãe!!!!!!!

 

 

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Babay Bum

Oi pessoal, passei aqui só para dar a dica da feira que acontece semana que vem em Sampa: a Baby Bum.

É um evento legal com preços bacanas de roupas, acessórios, móveis, enfim, tudo relacionado aos pequenos.

Começa dia 16 de maio e vai até domingo, dia 19. Mais informações, clique aqui.

Um abraço!

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Páscoa, Chocolate e Crianças

Quase um mês depois do último post, aqui estou novamente! Nossa, não quero reclamar não, mas 2013 começou com cara de fim de ano. Uma correria danada no trabalho e ainda tem o MBA e o projeto academia, fora filho, marido, blog, casa…enfim, não está moleza não! Portanto, não estou me dedicando aos registros sobre a vida do filhote como gostaria, mas aos poucos vou me ajeitando! #tenhofé

Há poucos dias da data mais “achocolatada” do ano, vem aquela velha dúvida: dar ou não um ovo de páscoa ao Enzo? Em 2011 e 2012 eu não dei e a madrinha também respeitou. Mas esse ano ele já está maior, já conhece essa delícia e o almoço será na casa do meu pai, o que significa várias crianças + chocolate. Bom, isto posto, eu não preciso aumentar a lista do filhote, já que ele ganhará algo da madrinha, da tia, do avô, do coelho da páscoa (sim, eu acredito nele!). E usaremos o bom senso para deixá-lo comer um pouco, depois de almoçar, claro!

Aproveitando o tema, até pouco tempo Maridão e eu éramos bem rígidos em relação aos doces e ao Enzo. Cansei de receber críticas. Eis que após algumas conversas com pessoas sensatas, ficamos na dúvida se não dar doce algum era melhor que dar com moderação. E se quando ele tivesse acesso as guloseimas fora de casa virasse um compulsivo?! O sonho de que por não dar doces a ele filhote fosse aquele tipo de pessoa que não gosta deles, sabemos que é irreal. Portanto, resolvemos liberar, mas sem exageros, sempre o bom senso falando. So far so good!

E agora é pensar nos ovos da criançada da família. Minha opção é sempre dar um ovo pequeno (não que eu seja mão de vaca, mas prefiro qualidade do chocolate do que quantidade), e cada criança ganhará mais que um, portanto, não vou agir de um jeito com meu filho e não fazer o mesmo com meus sobrinhos e afilhados. E, claro, vamos escondê-los, assim como o coelhinho da páscoa faz todos os anos!

Se eu não voltar até lá…..Feliz Páscoa!!!!

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Festinha de 3 Anos…..Here We Are Again!!!

Em junho filhote completa 3 aninhos…wow, como passou rápido. Parece que foi ontem que estava organizando o chá de bebê! Apesar de gostar de pensar na festinha, ir atrás dos fornecedores de decoração, comidinhas e bebidinhas (até certo ponto, já que não sou mega detalhista e não gosto de fazer nada by myself), esse ano a coisa anda complicada. Primeiro com a reestruturação da empresa onde trabalho, com chefe novo e vários projetos para tocar, depois por estar cursando um MBA que me consome quinzenalmente as noites de sexta e sábados inteiros. E, justamente no final de semana do aniversário do meu filhote, terei prova na sexta e aula no sábado, além de estar na reta final do curso com TCC e apresentações para finalizar. Conclusão, vou ter que terceirizar o máximo possível!

Então comecei minha busca por buffets infantis. Primeiro pedi algumas cotações em buffets recomendados e também peguei uma planilha com algumas cotações de uma amiga que estava pesquisando para a festa do filho. Após algumas comparações entre valor x o que cada um oferece, fiz um filtro em quatro deles e fui visitar dois. Um deles achei caidinho e descartei, o outro era ótimo, bom ambiente, recém reformado, mas achei que tinha poucos brinquedos. Por fim ao marcar minha visita a um terceiro, que não estava na lista dos quatro iniciais acabei fechando.

Consegui na data desejada, um domingo, buffet coquetel completo mais massa, com fornecedores que conheço e gosto. O lugar não é tão agradável quanto o segundo buffet que visitei, mas tem muitos brinquedos e uma boa reputação. Não precisarei me preocupar com nada, eles cuidarão da decoração, comidinhas, bebidinhas, convitinho com mapa, tudo! Mas é claro que alguma coisa vou ter que fazer: as lembrancinhas para crianças e adultos, vídeo de memórias, e mais alguma coisa que eu inventar até lá. (rs)

Mas só de saber que mais de meio caminho está percorrido, fico aliviada. Mas claro, não era bem o que eu queria fazer para a festinha dele. Mas tudo bem, isso é o que posso fazer com o tempo que terei em 2013, que mal começou e já parece que estou na última semana do ano! E também, tenho certeza que Enzito e seus amigos curtirão muito tudo isso!!!! Para 2014 farei a festinha “fake home made” que adoro! E por falar em amigos, Enzito é quem escolheu o tema…advinhem?! Sim, Bob Sponja, que sairá do banho, ou da televisão para a comemoração.

A princípio não gostava do tal desenho animado, mas depois de assistir a vários episódios, dias seguidos, passei a analisar sobre o que se trata a animação e passei a simpatizar com a dupla dinâmica, amigos inseparáveis: Bob e Patrick! Mas isso vai ficar para um próximo post!

Bjo

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Bob Sponja a Mamãe Não Tem Pipi!!!!

Graças ao meu bom Deus Enzito saiu da fase dos DVDs do Patati Patatá e agora assiste aos desenhos da programação infantil da Gloob, Ra Tim Bum, Discovery Kids, Nick, etc. E com isso a nova paixão é o Bob Sponja. Não que ele fique horas na frente da TV, ele ainda é do tipo que fica com a TV ligada só para ouvir e dar uma olhada ou outra enquanto anda pela casa, brinca e conversa conosco. Mas o leitinho da noite ele sempre toma vendo desenho. E foi aí que surgiu uma idéia para fazê-lo tomar banho sem reclamar.

Criança que é que criança sempre chora para entrar no banho e para sair dele. Com Enzo, não é diferente. E, como ele já está pesadinho para pegá-lo no colo e levá-lo a revelia, o negócio é convencê-lo a subir as escadas para tomar banho. Em um dia comum de compras no mercado me deparei com shampoos do Macqueen (uma paixão também) e do Bob. Verifiquei se era indicado para ele e comprei. A principio utilizei o Macqueen como chamariz para o banho e deu certo, mas logo perdeu a graça. Daí veio a idéia de fingir que o Bob saia da TV para tomar banho com o Enzo.

Sempre desligamos a TV e dizemos o Bob subiu e ele sobe também, sem grandes reclamações. Só que o Bob não aparece assim, logo de cara, ele tem que tirar toda a roupa e entrar em baixo do chuveiro para que o amigo televisivo apareça. Damos um  jeito da esponjinha mais famosa aparecer sem ele ver de onde veio. É uma alegria danada quando filhote percebe que Bob veio para tomar banho. E para sair do banho, a mesma tática, damos um jeito do Bob sumir (sem que Enzo perceba que estamos escondendo) e dizemos que ele desceu para a TV. É a maneira de sair do banho sem choro, de trocá-lo rapidamente para descer e tomar a mamadeira assistindo o calça quadrada. Tem dado certo so far.

E por falar em banho….quase todas as vezes quem dá banho no filhote é maridão, eu só fico com essa tarefa quando estou sozinha com ele ou quando ele insiste muito que seja eu. Até outro dia ele mal tinha reparado que eu não tinha pipi. Mas na semana passada, eu queria ter filmado a cara dele naquele banho, ele percebeu! Olhou com uma cara e perguntou: “cadê o seu pipi?!” Eu logo respondi que não tinha, que era mulher e mulheres não tinham pipi. Mas filhote não se convenceu e começou a rodar a minha volta e dizia: “você tem sim! Onde escondeu?” A carinha dele foi impagável!!!!! Mas ao ver que não tinha escondido, ficou um pouco decepcionado, mas acho que agora entendeu.

Mais uma descoberta.

 

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Sobre Profissão e Maternidade

Ano passado li um texto da Mari, do Viciado em Colo, em que ela retrata muito bem (como sempre) a situação da mãe moderna. Ela dizia estar no limbo profissional e confesso que me vi muito em tudo que ela escreveu. É que sempre gostei muito de trabalhar e sempre me envolvi bastante seja como professora de inglês, seja como estagiária de exportação e, principalmente, agora em operações. Quando resolvemos ter o Enzo, uma de minhas grandes preocupações era como lidar com a maternidade de forma consciente, sem perder tudo que havia conquistado na vida profissional. Temi perder meu emprego, mesmo sabendo que poderia me recolocar, temi não dar conta das duas tarefas. Assim que recebi o resultado do exame, demorei praticamente 3 meses para contar na empresa. Segurei a onda por não saber se a gravidez vingaria e, também, confesso, por medo da reação do meu chefe.

E, depois de contar, trabalhava quase todos os dias até as 9 da noite, evitava faltar ou dar qualquer motivo para dizerem que porque engravidei eu havia relaxado. Realmente trabalhei que nem uma camela. Eu me preocupava tanto que acertei com meu gestor que ficaria fora 4 meses e 20 dias e levei notebook da empresa para casa para qualquer emergência. Trabalhei até o último dia e me orgulhava de nunca ter precisado apresentar um atestado para afastamento. Mas, depois que Enzito nasceu, tudo mudou. A minha vida profissional deixou de ser tão importante e cheguei a desejar ser demitida quando voltasse da licença, só para não ter que deixá-lo na escola. Claro que eu não teria a menor coragem de pedir dispensa para ficar em casa, mas desejava isso, ao mesmo tempo que desejava voltar a ser, além de mãe, uma mulher que tem outras preocupações.

Na volta percebi grandes mudanças na profissional Adriana, aprendi a delegar mais (já que minha equipe tinha passado quase 5 meses sem mim e sobreviveram), aprendi a priorizar e deixar o que pode ser deixado para o dia seguinte, passei a sair no horário, a ter coragem de chegar atrasada a uma reunião com a diretoria porque o filho tinha pediatra, a sair mais cedo para buscá-lo na escola quando Maridão não podia fazê-lo…a lista é extensa. Mas não é porque passei a me dedicar menos horas que a produtividade tenha caído, não, aprendi sobretuto a ser mais eficiente e planejar melhor meu tempo e atividades. Porém uma coisa não posso negar, ficou mais difícil me dedicar a atividades “extra job description”, que são o que garantem mais notoriedade e promoções.

O plano de “dominar o mundo” ficou adormecido e passei a enxergar meus colegas que chegaram onde eu queria com outros olhos. Vi que eles não tem equilíbrio entre vida pessoal e profissional, quase todos trabalham mais de 12 horas diárias, e quando não estão na empresa, estão conectados e disponíveis 24hs. Viajam de 2 a 3 semanas no mês e não conseguem fazer um almoço durar mais que 20 minutos, isso quando não comem em suas salas para poupar tempo. Essa é a vida que eu quero? Em nome do que, de uma posição hierárquica melhor, de melhor salário que depois não terei tempo para gastar/curtir? Acho que não! Hoje prefiro uma posição que exija menos, mas que me possibilite viver, estar em família e ter liberdade.

Mas não é porque eu não quero mais “dominar o mundo” que eu também estou relaxando e querendo vender água de coco na praia (até que não seria má idéia), trabalho de 9 a 11hs por dia, 5 vezes na semana, quando não estou no escritório, estou acessível no celular que também tem os emails da empresa conectado. Mas não sou escrava dessa tecnologia não, só uso se alguém me ligar, não fico olhando a cada minuto se tem email novo, como alguns que conheço. Continuo me empolgando com projetos novos e até me arrisco em alguns, quero ganhar mais e ter mais responsabilidades, dentro dos meus limites como mãe. Mas também sei que só posso fazer isso porque tenho um Maridão mega parceiro que divide a responsabilidade de tudo comigo, e também alguns amigos que me ajudam quando a coisa aperta.

Já contei aqui que nesta última viagem Enzito ficou doente. Voltamos domingo e segunda Maridão foi viajar e eu fiquei aqui com filhote doente, feriado na cidade na terça, com a escola dele fechada, mas a empresa onde trabalho aberta e com reunião com a nova diretoria comercial. Segunda passei na empresa rapidinho, consegui um encaixe de manhã na pediatra, e voltei a trabalhar. Só me senti bem em deixá-lo na escola porque não tinha mais febre e não estava mais tão molinho. Na terça a super Amiga-Madrinha ficou com ele o dia todo pra mim enquanto pude ir tranquila para a reunião. Hoje filhote já está quase 100%, da faringite só sobrou uma tossinha expectorando e consegui sobreviver a essa semana sem Maridão e com compromissos importantes no trabalho graças a ajuda da Madrinha no feriado e a escola nos outros dias. Mas claro, tive que sair mais cedo em dois dias da reunião (na verdade saí no horário, a reunião é que se extendeu além dele), pois a escola tem hora para fechar. E assim vamos levando, tentando conciliar a vida profissional e a vida familiar, nenhuma perfeita, mas ambas com muito amor e dedicação na medida do possível.

PS> O texto está longo, estou com sono, tenho que lavar a cabeleira e estudar para prova do MBA de sexta…então não revisarei, me perdoem se houver muiiiiiitos erros aí em cima.

;-P

 

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1, 2, 3…..Vamos queimar as Fraldas!!!!!

Okay, okay…o título aí em cima está um pouco precipitado, ainda não dá para viver sem elas, afinal, hoje é o primeiro dia de tentativa de desfralde com o Enzo. Iniciativa da escola, tenho que confessar. E, por não ter sido uma idéia nossa, tive que começar a pesquisar sobre o tema as pressas, de última hora, afinal, quero dar andamento ao trabalho da escola para que essa transição ocorra da melhor forma possível para todas as partes.

Primeiramente conversei com a dona da escola, que também é uma das minha melhores amigas e madrinha do Enzo. Ela me explicou que na escola eles começam com um período sem fraldas, que será a tarde, depois do soninho das crianças. De manhã e a noite, elas continuam com a fralda. Depois de notarmos que no período da tarde as crianças já estão adaptadas, começamos  tirar de manhã e assim vai. De final de semana, tenho que deixá-lo o máximo possível sem fralda. Tudo que me vem a cabeça é meu sofá neste momento!

Depois parti para a leitura e vi que alguns pediatras aconselham levar as crianças todos os dias no mesmo horário para fazer cocô, mas e no meu caso em que filhote faz uns três por dia?! Talvez a solução seja levá-lo de manhã, a tarde e a noite?! Alguns indicam o uso do peniquinho, outros dizem que podemos utilizar direto o adaptador no vaso sanitário. A Dra. Pediatra em disse que o que importa é o Enzo ter onde apoiar o pé, pois com os pés balançando fica difícil fazer o cocô sossegado. Como não quero ficar limpando penicos, optei por um adaptador e um banquinho para ele colocar o pé.

Outra recomendação constante é  o pré-desfralde, isto é, ir preparando seu filhote para o dia D. Isso já estávamos fazendo sem saber, mostrando como o papai faz xixi, apresentando o adaptador de vaso, comprando cuequinhas igual do papai e com um livrinho que ganhamos de uma colega do trabalho, que mostra os bichinhos no banheiro e tem barulhinho de descarga no fim. A vendedora da loja de cuecas me indicou brincadeiras com o xixi, tipo acertar o ralo do banheiro, fazer xixi no formigueiro do jardim, essas coisas para incentivar. Ainda não sei se vou seguir essas dicas, coitadinhas das formigas!

Agora no começo escapadas vão acontecer (olha eu pensando no sofá de novo), é normal. Portanto o negócio é usar essas situações para reforçar que xixi é no banheiro, e para ele começar a conhecer o próprio corpo, saber que sensações significam sentir vontade de fazer xixi, cocô, e o que acontece se não pedir para ir ao banheiro. Claro que vou usar a técnica de perguntar de tempos em tempos se ele quer ir, observar sinais básicos como trançar as perninhas e tal. Enfim, vai ser um aprendizado para ambos. Hoje é só o primeiro dia, não sei quanto tempo vai durar e que dicas darão certo com ele ou não. Mas prometo que assim que tudo isso acabar, coloco aqui as dicas valiosas que deram certo para o Enzo.

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