foradocasulo

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Fase do Enfrentamento

Esta semana Maridão viajou a trabalho e minha irmã veio pra cá. Ela disse que ficaria com o Enzo a semana toda, então meu pequeno tiraria umas férias. A princípio não botei muita fé que ela aguentaria o furacãozinho, mas os três primeiros dias fluíram bem. Ele se comportou como um príncipe. Hoje, feriado na cidade onde moro e trabalho estou com eles e filhote voltou com as manhas de sempre. Ela diz que ele é outra pessoa quando está perto de mim, mais manhoso e chorão.

Claro que ela acaba cedendo um pouco mais aos desejos dele, na segunda ele comeu uma bandeja de Danoninho, na terça ele comeu um pacote de bala, além de ter ficado de chupeta o dia todo…coisas que Maridão e eu não deixamos. Então quando estou por perto digo mais “Não’s” e ele acaba ficando mais chatinho, mas também deve haver algum outro efeito. Não sei ao certo ainda o que é. Porque na escola ele come de tudo, aqui comigo não, com a tia ele se comporta, comigo não. É um ponto para refletir. Afinal, não sou uma mãe molenga, também não faço o tipo super exigente, então porque o comportamento muda tanto na minha ausência ou presença?!

Em algumas leituras descobri que os 3 anos é a idade do “enfrentamento” aos pais e nesta fase precisamos disciplinar nossos pequenos. Já tentei o cantinho para ele pensar no que está fazendo de errado e apesar de funcionar na escola, aqui não dá muito certo. O que tem dado certo é dizer que estou triste com ele, que não quero mais falar com ele, ou ameaço sair do cômodo em que ele está e deixa-lo para trás, mas as vezes me questiono se essa é a melhor maneira de educa-lo. As vezes me sinto como estivesse chantageando, ou causando algum tipo de insegurança por dizer que vou embora. Mas esta foi a maneira que encontrei de fazê-lo obedecer e sei que não vai funcionar para o resto da vida.

Certamente o castigo é a maneira mais adequada e ainda chegaremos na forma correta, que no caso do Enzo não é o cantinho da reflexão. Talvez proibir um brinquedo, TV, essas coisas. Vamos descobrir! Mas fico mais tranquila de saber que é uma fase e é normal, claro, que a tranquilidade não é sinônimo de falta de preocupação em discipliná-lo e educa-lo, mas me ajuda a não entrar em desespero achando que só acontece comigo. e me faz querer procurar uma maneira de melhorar e saber que vou achar!

Bjim

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Cama Compartilhada

Antes de Enzo nascer eu era totalmente contra, depois dele nascer eu não sabia se daria certo, afinal, ele era muito pequeno, e se eu me descuidasse e dormisse em cima dele?! Além do fato da Dra. Pediatra nos dar uma aula na primeira consulta dizendo dos riscos e de vermos centenas de programas tipo “super babá” indicando que isto acaba com o relacionamento do casal. Então, me lembro de apenas uma vez ter dormido com filhote em nossa cama, durante minha licença maternidade, no soninho da tarde. Como sempre tivemos o hábito de leva-lo para berço e niná-lo até que pegasse no sono, sempre funcionou aqui a cama não compartilhada com filhote.

O tempo foi passando e ele saiu do berço e foi para a cama. Tudo ia bem até que ele aprendeu a levantar de madrugada e seguir para nosso quarto. Primeira noite, vupt, ele já estava no meio. Nos dias seguintes, mesma coisa. Eu logo disse para Maridão que eu não iria levantar de madrugada, leva-lo de volta e ficar lá esperando ele dormir. Ainda mais que ele não nos deixa deitar na cama, temos que ficar lá sentados esperando ele adormecer e isso pode levar horas. Tô fora! Maridão também não tomou providência e agora quase todas as noites é a mesma coisa. Há dias em que ele nos visita as 4, outros dias às 6 e nós deixamos. Será que isso afeta a vida do casal? Será que isso é ruim para a criança?

Claro que a Dra. Pediatra disse que assim que passasse o inverno, nós deveríamos leva-lo de volta quantas vezes fosse necessário até ele aprender que o lugar de dormir é no quarto dele. Mas sendo inverno ou verão eu não vou fazer isso. Se Maridão quiser, boa sorte! E no fundo eu não acho que ele ir de madrugada pra nossa cama seja algo que afete nosso relacionamento como casal e tampouco faça qualquer mal a criança. Muito pelo contrário, ele se sente acolhido, amado e parte de nós. Claro que dormir desde as 21h conosco não vai rolar, porque isso sim é um problema. Mas faltando poucas horas para acordarmos, não vejo nada demais.  E sei que vai durar um período, não será pra sempre. Sou a favor do colo a vontade e da cama compartilhada com certo limite. Pronto falei!

 

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Livro: Família de Alta Performance

Oi, comprei este livro…acho que meu chefe anda fazendo lavagem cerebral em mim!!!! Vou ler e depois conto o que achei. Bjo

livro

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Amor à Vida …Minha Opinião!

Adoro novelas, minisséries, livros e tudo que tenha histórias parecidas (ou não) com a vida real. O fato é que não consigo mais acompanhar nada pra valer, hora por causa da vida corrida: trabalho, casa, academia, estudos, hora por causa do filhote. E, apesar de curtir acompanhar uma boa história, nunca deixo de fazer alguma coisa legal para assistir aos últimos capítulos. Já perdi alguns sem grandes problemas, afinal, sempre é tudo muito previsível!

Nestas últimas semanas tenho acompanhado a novela das 9 da Globo, Amor à Vida, que conta a história de uma mulher que teve sua filha roubada logo que nasceu, se apaixonou por um cara legal, viúvo com uma filha, que tempos depois ela descobre que é a filha dela desaparecida. E aí começa o drama pra valer, ela quer a filha perto dela e em nome deste desejo esquece do vínculo que a menina criou com o suposto “pai”, que sabemos a encontrou numa caçamba e a registrou como se fosse dele.

Claro que essa situação gera discussões sobre quem deve ficar com a menina, mesmo sabendo que no final da novela o casal ficará junto provavelmente com a Paola (mãe cuja filha foi roubada) grávida do Bruno (pai que não é pai biológico da menina Paulinha). E a pergunta está lançada, quem deve ficar com a Paulinha? Qual seria a melhor solução para um caso como este na vida real? O Bruno agiu errado? E a Paola está certa impedindo o contato da Paulinha e Bruno a qualquer custo?

Sei que muita gente vai discordar e algumas vão se surpreender, mas acho que quem deveria definir com quem quer ficar é a própria Paulinha, considerando que a menina já tem 12 anos (se não estou enganada). Claro que a Paola não deve ser privada do convívio com a filha, já que ela não quer mais casar com o Bruno. Poderia ser uma guarda compartilhada, uma combinação entre os dois para que a menina não perca o vínculo com o pai que a criou e com a mãe biológica que sofreu tanto por não ter acompanhado o crescimento da filha.

Me dói o coração imaginar que a menina aos 12 anos deve simplesmente esquecer da vida que teve até então com tios, tia, avós e o pai que ela tanto ama e passar a viver com uma família completamente desconhecida para ela. Mas também acho que a mãe não pode pagar por um erro do passado. Sim, um erro do passado, afinal, ela não tinha nada que estar num bar fuleiro com a gravidez avançada e com o parto iminente, acompanhando o pai biológico da menina. Enfim, sou a favor de agregar a Paola à vida da menina, aos poucos, mas a guarda eu deixaria com o pai que a criou, ou com quem a menina escolhesse.

Sei que muitos vão dizer para eu me colocar no lugar da Paola, se eu fosse ela me casaria com o Bruno (hehehehe) mas, acho que a guarda compartilhada é a melhor solução para todos e principalmente para a menina. Eles moram na mesma cidade!!!!! Eu falo isso com vivência porque como alguns sabem (se já leram posts antigos), minha mãe morreu no meu parto e morei com minha avó materna até os 10 anos, quando fui morar com meu pai. E guardei durante anos um certo ressentimento por minha avó ter “me dado” para meu pai, pois se tivessem me perguntado eu teria ficado com ela sem pestanejar. Hoje, muito tempo depois, eu percebi que minha frieza com ela durante todos esses anos foi devido ao fato de ela ter aberto mão de ficar comigo.

Claro que meu lado racional sabe que ela fez o que era melhor pra mim, pois meu pai pôde me dar uma vida melhor, tive mais limites, convivi com meus irmãos e sou o que sou hoje graças ao que meu pai me proporcionou. Mas o lado emocional ficou abalado, não posso negar. E no fim de tudo ela sofreu muito também, porque eu, mesmo que de forma inconsciente, “descontei” todo meu ressentimento com frieza e distanciamento. Me arrependo, mas eu me esforcei para perdoá-la e só consegui quando ela se foi.

Sei que fugi um pouco do propósito do blog, mas o tema tem relação com maternidade, vai?! Então está aí, minha opinião sobre uma novela, coisa considerada totalmente fútil, mas com um tema interessante para ser discutido. E aproveitando, quero registrar que adoro o Félix e vibrei com a argumentação da Dra. Glauce no interrogatório sobre o parto e prontuário que foi roubado. Já sabia a estratégia da troca de bebês porque era óbvio, mas o lance da falta de cardiologista, foi muito bom!!! Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos!!!

 

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Desfralde….A Saga Continua!

Passei aqui rapinho para registrar que ontem filhote fez o número 2 pela primeira vez no vaso sanitário. Ele já havia feito uma vez na fralda e como estava com uma dorzinha de barriga, Maridão e eu sugerimos que ele fosse direto ao banheiro. E não é que ele foi mesmo?! O impagável foi a carinha alegre dele dizendo: “Fiz cocô na privadinha” e pedia para gente bater palma e dizer “êêê”. Claro que fizemos a maior festa, comemoramos e demos os parabéns.

Sabemos que esse é só o começo, que ainda teremos que usar umas fraldinhas para dormir e quando ele se recusar a usar o banheiro, já que nossa tática não é forçar nada. Tudo a seu tempo, sem stress!

Bjo

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Mais um Dia das Mães

Esse domingo será meu segundo dia das mães com filhote em nossas vidas. E quanta coisa já passamos juntos nestes dois anos e quanto ainda está por vir. É muito bom saber que essa história está apenas começando e que não terá fim, nem mesmo quando mamãe não estiver mais neste plano astral, a ligação continuará forte! Mas vamos dar um rumo diferente nesta prosa, que esse ano não quero post triste.

Não é novidade para ninguém que eu demorei a me decidir a ter um filho, passei anos convicta de que não o teria, por opção mesmo. Eis que os 30 bateram a porta e me fizeram refletir. E não me arrependo em nada o fato de ter decidido ser mãe. Brinco que se eu soubesse que era tão bom quanto diziam, teria tido antes, dando tempo para mais filhotes! Não que ainda não haja tempo, mas confesso, falta um pouco de pique e sobra medo.

Sei que dia das mães não é feito apenas do segundo domingo de maio, mas sim, todos os dias são nossos, assim como dos pais e filhos. Mas adoro a simbologia toda, um dia especial para comemorar, ganhar presentinhos (porque não?!), juntar todos a mesa e comer algo gostoso enquanto a conversa rola solta. E também o período que antecede o grande domingo, me faz refletir sobre o papel da mãe nas famílias e na sociedade, me faz pensar se estou no caminho certo, enfim, é um momento de reflexão.

Apesar de não ter qualquer ajuda experiente quando o Enzo nasceu, eu não recorri a nenhuma literatura (não sei se estou certa ou errada), mas tenho seguido meu sexto sentido (e algumas dicas da Dra. Pediatra). Para não dizer que não li nada, li um capítulo do “Criando Meninos” perto do aniversário de 1 ano do Enzo. E só. Recentemente passei a ler bastante blogs e reportagens, mas estes livros de “auto ajuda na maternidade”, não. E não é porque sou contra não, foi por falta de tempo mesmo. Mas hoje, em uma segunda gravidez, leria um pouco mais sobre amamentação.

Também deixei de lado a culpa por trabalhar fora e deixa-lo na escola mais tempo do que ele fica em casa. Afinal, se somos os exemplos para nossos filhos, quero que ele veja um bom exemplo. De uma mãe que batalha, trabalha para não depender de ninguém. Uma mãe que gosta de estudar, se desenvolver constantemente. Uma mãe que erra sim, afinal errar é inerente ao ser humano, mas que assume e corre atrás de uma solução (ou de quem possa solucionar…rs). Nada contra quem larga tudo para ficar cuidando dos filhos, acho muito corajoso e nobre também.

Apesar de gostar de trabalhar, meu sonho de consumo é um trabalho mais flexível, de meio-período talvez, para que eu pudesse ficar mais tempo com filhote (não o dia todo, senão eu ficaria maluca…rs). Gostaria sim de ter mais pique para brincar de corre cotia, pato pato ganso, pega-pega, futebol, e mais um monte de coisas agitadas que Enzito adora. Mas, vamos viver com o que temos que já está de bom tamanho, afinal, saúde não nos falta e amor também!

Desejo a todas a mamães deste mundo um FELIZ DIA DAS MÃES!!!! Que todas possam estar com seus filhos em um momento harmonioso e feliz. Muito amor a todos! E como é bom ser mãe!!!!!!!

 

 

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Páscoa, Chocolate e Crianças

Quase um mês depois do último post, aqui estou novamente! Nossa, não quero reclamar não, mas 2013 começou com cara de fim de ano. Uma correria danada no trabalho e ainda tem o MBA e o projeto academia, fora filho, marido, blog, casa…enfim, não está moleza não! Portanto, não estou me dedicando aos registros sobre a vida do filhote como gostaria, mas aos poucos vou me ajeitando! #tenhofé

Há poucos dias da data mais “achocolatada” do ano, vem aquela velha dúvida: dar ou não um ovo de páscoa ao Enzo? Em 2011 e 2012 eu não dei e a madrinha também respeitou. Mas esse ano ele já está maior, já conhece essa delícia e o almoço será na casa do meu pai, o que significa várias crianças + chocolate. Bom, isto posto, eu não preciso aumentar a lista do filhote, já que ele ganhará algo da madrinha, da tia, do avô, do coelho da páscoa (sim, eu acredito nele!). E usaremos o bom senso para deixá-lo comer um pouco, depois de almoçar, claro!

Aproveitando o tema, até pouco tempo Maridão e eu éramos bem rígidos em relação aos doces e ao Enzo. Cansei de receber críticas. Eis que após algumas conversas com pessoas sensatas, ficamos na dúvida se não dar doce algum era melhor que dar com moderação. E se quando ele tivesse acesso as guloseimas fora de casa virasse um compulsivo?! O sonho de que por não dar doces a ele filhote fosse aquele tipo de pessoa que não gosta deles, sabemos que é irreal. Portanto, resolvemos liberar, mas sem exageros, sempre o bom senso falando. So far so good!

E agora é pensar nos ovos da criançada da família. Minha opção é sempre dar um ovo pequeno (não que eu seja mão de vaca, mas prefiro qualidade do chocolate do que quantidade), e cada criança ganhará mais que um, portanto, não vou agir de um jeito com meu filho e não fazer o mesmo com meus sobrinhos e afilhados. E, claro, vamos escondê-los, assim como o coelhinho da páscoa faz todos os anos!

Se eu não voltar até lá…..Feliz Páscoa!!!!

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Mamãe, Quero Dormir na Cama!

Há algum tempo venho refletindo sobre algumas mudanças na vida do Enzo, como largar a fralda, sair do berço e deixar de usar a chupeta e mamadeira.  Bom, a fralda estamos em processo desde meados de setembro, mas ainda estamos um pouco longe do completo sucesso. Na escolinha ele já fica o dia todo sem a bendita e tudo tem corrido bem, aos finais de semana acabamos deixando ele de fralda para sair de casa e não sermos pegos de surpresa, mas talvez já esteja na hora de arriscar mais, em nome de um bem maior. Mas como ele ainda não consegue fazer o coco no vaso sanitário, acho que ainda temos um certo caminho a percorrer neste tópico.

Semana passada filhote começou com um papo de querer dormir na cama, não sei bem ao certo se ele queria dizer cama da mamãe ou simplesmente cama. Então comecei a dizer que no sábado, hoje, compraríamos uma gradinha para a cama dele. Hoje acordamos e depois do café da manhã fomos a loja para comprar a tal gradinha. Dita cuja instalada, filhote já tira a soneca da tarde em sua cama. Como ficamos um pouco preocupados, acabamos colocando os protetores do berço em volta da cama além de um edredom para evitar que ele caia onde não há grades.

Por termos escadas na casa, portãozinho para evitar que ele saia da cama no meio da noite e desça as escadas sozinho se faz necessário. Uma próxima ação será levá-lo para escolher lençóis para a cama nova, já que só temos dois básicos. Acho que será um incentivo a ficar na cama e não querer voltar para o berço. E, por enquanto, vamos deixar o berço e a cama no quarto, até sentirmos que a mudança não terá recaídas. E assim vamos seguindo, com uma coisa de cada vez, sem pressa, no stress!!!

 

 

 

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Sobre Profissão e Maternidade

Ano passado li um texto da Mari, do Viciado em Colo, em que ela retrata muito bem (como sempre) a situação da mãe moderna. Ela dizia estar no limbo profissional e confesso que me vi muito em tudo que ela escreveu. É que sempre gostei muito de trabalhar e sempre me envolvi bastante seja como professora de inglês, seja como estagiária de exportação e, principalmente, agora em operações. Quando resolvemos ter o Enzo, uma de minhas grandes preocupações era como lidar com a maternidade de forma consciente, sem perder tudo que havia conquistado na vida profissional. Temi perder meu emprego, mesmo sabendo que poderia me recolocar, temi não dar conta das duas tarefas. Assim que recebi o resultado do exame, demorei praticamente 3 meses para contar na empresa. Segurei a onda por não saber se a gravidez vingaria e, também, confesso, por medo da reação do meu chefe.

E, depois de contar, trabalhava quase todos os dias até as 9 da noite, evitava faltar ou dar qualquer motivo para dizerem que porque engravidei eu havia relaxado. Realmente trabalhei que nem uma camela. Eu me preocupava tanto que acertei com meu gestor que ficaria fora 4 meses e 20 dias e levei notebook da empresa para casa para qualquer emergência. Trabalhei até o último dia e me orgulhava de nunca ter precisado apresentar um atestado para afastamento. Mas, depois que Enzito nasceu, tudo mudou. A minha vida profissional deixou de ser tão importante e cheguei a desejar ser demitida quando voltasse da licença, só para não ter que deixá-lo na escola. Claro que eu não teria a menor coragem de pedir dispensa para ficar em casa, mas desejava isso, ao mesmo tempo que desejava voltar a ser, além de mãe, uma mulher que tem outras preocupações.

Na volta percebi grandes mudanças na profissional Adriana, aprendi a delegar mais (já que minha equipe tinha passado quase 5 meses sem mim e sobreviveram), aprendi a priorizar e deixar o que pode ser deixado para o dia seguinte, passei a sair no horário, a ter coragem de chegar atrasada a uma reunião com a diretoria porque o filho tinha pediatra, a sair mais cedo para buscá-lo na escola quando Maridão não podia fazê-lo…a lista é extensa. Mas não é porque passei a me dedicar menos horas que a produtividade tenha caído, não, aprendi sobretuto a ser mais eficiente e planejar melhor meu tempo e atividades. Porém uma coisa não posso negar, ficou mais difícil me dedicar a atividades “extra job description”, que são o que garantem mais notoriedade e promoções.

O plano de “dominar o mundo” ficou adormecido e passei a enxergar meus colegas que chegaram onde eu queria com outros olhos. Vi que eles não tem equilíbrio entre vida pessoal e profissional, quase todos trabalham mais de 12 horas diárias, e quando não estão na empresa, estão conectados e disponíveis 24hs. Viajam de 2 a 3 semanas no mês e não conseguem fazer um almoço durar mais que 20 minutos, isso quando não comem em suas salas para poupar tempo. Essa é a vida que eu quero? Em nome do que, de uma posição hierárquica melhor, de melhor salário que depois não terei tempo para gastar/curtir? Acho que não! Hoje prefiro uma posição que exija menos, mas que me possibilite viver, estar em família e ter liberdade.

Mas não é porque eu não quero mais “dominar o mundo” que eu também estou relaxando e querendo vender água de coco na praia (até que não seria má idéia), trabalho de 9 a 11hs por dia, 5 vezes na semana, quando não estou no escritório, estou acessível no celular que também tem os emails da empresa conectado. Mas não sou escrava dessa tecnologia não, só uso se alguém me ligar, não fico olhando a cada minuto se tem email novo, como alguns que conheço. Continuo me empolgando com projetos novos e até me arrisco em alguns, quero ganhar mais e ter mais responsabilidades, dentro dos meus limites como mãe. Mas também sei que só posso fazer isso porque tenho um Maridão mega parceiro que divide a responsabilidade de tudo comigo, e também alguns amigos que me ajudam quando a coisa aperta.

Já contei aqui que nesta última viagem Enzito ficou doente. Voltamos domingo e segunda Maridão foi viajar e eu fiquei aqui com filhote doente, feriado na cidade na terça, com a escola dele fechada, mas a empresa onde trabalho aberta e com reunião com a nova diretoria comercial. Segunda passei na empresa rapidinho, consegui um encaixe de manhã na pediatra, e voltei a trabalhar. Só me senti bem em deixá-lo na escola porque não tinha mais febre e não estava mais tão molinho. Na terça a super Amiga-Madrinha ficou com ele o dia todo pra mim enquanto pude ir tranquila para a reunião. Hoje filhote já está quase 100%, da faringite só sobrou uma tossinha expectorando e consegui sobreviver a essa semana sem Maridão e com compromissos importantes no trabalho graças a ajuda da Madrinha no feriado e a escola nos outros dias. Mas claro, tive que sair mais cedo em dois dias da reunião (na verdade saí no horário, a reunião é que se extendeu além dele), pois a escola tem hora para fechar. E assim vamos levando, tentando conciliar a vida profissional e a vida familiar, nenhuma perfeita, mas ambas com muito amor e dedicação na medida do possível.

PS> O texto está longo, estou com sono, tenho que lavar a cabeleira e estudar para prova do MBA de sexta…então não revisarei, me perdoem se houver muiiiiiitos erros aí em cima.

;-P

 

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Meme na Praça

Fui convidada pela Pati, mãe do Bernardo, do Conversando com o Bernardo, para participar de um meme criado em nossa praçinha. Eu nem sabia o que era um meme e agora estou adorando a idéia de poder conhecer melhor essas mamães da blogosfera materna. E as regras são:

  • Escrever 11 coisas aleatórias sobre você;
  • Responder as 11 perguntas que a pessoa lhe mandou e criar 11 novas perguntas para as pessoas para quem irá mandar;
  • Escolher 11 pessoas para repassar esse meme e colocar os links de seus respectivos blogs;
  • Avisar os blogs escolhidos;
  • Não retorne esse meme para quem te enviou;
  • Postar as regras.

Vamos lá então:

11 coisas aleatórias sobre mim:

1) Adoro doces

2) Vivo reclamando que estou gorda (mesmo quando era magra)

3) Casei não querendo ter filhos e mudei de idéia depois de 11 anos de um casamento mega feliz

4) Nasci de 8 meses e minha mamis morreu horas depois

5) Nunca me senti “a coitadinha” pelo fato de não ter uma mãe até que meu filho nasceu e entendi o que significa o relacionamento mãe-filho/a

6) Sou completamente apaixonada pelo Maridão, que também é um PAIZÃO

7) Tenho 4 irmãs e 1 irmão e quero muito dar um irmãozinho ao Enzo, só me falta coragem

8) Adoro ficar em casa e receber os amigos para um almoço ou jantarzinho

9) Faço contagem regressiva para meu aniversário (faltam 30 dias!!!)

10) Gosto de trabalhar

11) Amo meu filhote acima de tudo neste mundo

12) Amo escrever no blog, me alivia.

Responder 11 perguntas que a Pati me enviou:

1) Por que criou o blog?

Por acaso cheguei ao blog da Pat, Coisas de Mãe e me apaixonei pelo tema e pelo fato de poder escrever de forma amadora. Fiz faculdade de jornalismo e trabalhei um pouco na área sem muito sucesso (que lê o que escrevo deve entender o porquê), então é uma maneira de me satisfazer e também de registrar para que um dia, quando o Enzo aprender a ler, possa saber tudo que aconteceu, sem que eu me esqueça de alguns detalhes.

2) Quais são seus outros hobbies além de blogar?

Gosto de dançar (se bem que não tem sobrado muito tempo para isso)

3) Qual é a sua profissão?

Sou Administradora

4) Quando criança, qual profissão sonhava em ter?

Queria ser escritora

5) Qual é a sua melhor qualidade e o seu pior defeito?

Me considero flexível e um pouco impaciente

6) Um filme, um livro e uma música que marcaram você.

Um filme, Íntimo e Impessoal. Um livro, Caçador de Pipas e uma música, Express Yourself da Madonna.

7) Do que você se orgulha de ter conseguido/feito?

De ter resolvido ter o Enzo, com certeza.

8) O que tem feito aos sábados à noite?

Tenho ficado em casa com filhote e Marido ou ido a casa de amigos para um jantarzinho em família

9) Um almoço perfeito tem que ter…?

Boa compania!

10)Do que você tem preguiça?

De acordar cedo!!!!

11) Quais são os seus projetos para 2013?

Ser feliz!

Agora as minhas perguntas ao meus blogs escolhidos:

1) Porque escrever um blog e não um diário?

2) Você trabalha? Se sim, como concilia ser mãe e profissional?

3) Qual seu maior medo?

4) Qual seu post predileto, escrito por você?

5) Você tem algum sonho realizado? Qual?

6) E um sonho ainda não realizado? Qual e porque ainda não realizou?

7) Qual o momento mais emocionante da sua vida que você se lembra?

8) Qual seu/sua escritor(a) predileto(a)?

9) Novela, filme ou livro? Porque? 

10) O que faz para relaxar?

11) Qual sua profissão? Se pudesse ter feito outra coisa, no que estaria trabalhando hoje?

Bom, os blogs/sites que escolhi são os que costumo ler quando me sobra um tempinho, e gostaria muito de conhecer um pouco mais sobre vocês:

Coisas de Mãe

Viciados em Colo

Mãederna

Super Duper

Comer para Crescer

Mamãe está Ocupada

Destemperadinhos

CupcakeArt

Vida Organizada

Vida Materna

A Casa que minha avó queria

Um abraço!!!!

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