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Amor à Vida …Minha Opinião!

Adoro novelas, minisséries, livros e tudo que tenha histórias parecidas (ou não) com a vida real. O fato é que não consigo mais acompanhar nada pra valer, hora por causa da vida corrida: trabalho, casa, academia, estudos, hora por causa do filhote. E, apesar de curtir acompanhar uma boa história, nunca deixo de fazer alguma coisa legal para assistir aos últimos capítulos. Já perdi alguns sem grandes problemas, afinal, sempre é tudo muito previsível!

Nestas últimas semanas tenho acompanhado a novela das 9 da Globo, Amor à Vida, que conta a história de uma mulher que teve sua filha roubada logo que nasceu, se apaixonou por um cara legal, viúvo com uma filha, que tempos depois ela descobre que é a filha dela desaparecida. E aí começa o drama pra valer, ela quer a filha perto dela e em nome deste desejo esquece do vínculo que a menina criou com o suposto “pai”, que sabemos a encontrou numa caçamba e a registrou como se fosse dele.

Claro que essa situação gera discussões sobre quem deve ficar com a menina, mesmo sabendo que no final da novela o casal ficará junto provavelmente com a Paola (mãe cuja filha foi roubada) grávida do Bruno (pai que não é pai biológico da menina Paulinha). E a pergunta está lançada, quem deve ficar com a Paulinha? Qual seria a melhor solução para um caso como este na vida real? O Bruno agiu errado? E a Paola está certa impedindo o contato da Paulinha e Bruno a qualquer custo?

Sei que muita gente vai discordar e algumas vão se surpreender, mas acho que quem deveria definir com quem quer ficar é a própria Paulinha, considerando que a menina já tem 12 anos (se não estou enganada). Claro que a Paola não deve ser privada do convívio com a filha, já que ela não quer mais casar com o Bruno. Poderia ser uma guarda compartilhada, uma combinação entre os dois para que a menina não perca o vínculo com o pai que a criou e com a mãe biológica que sofreu tanto por não ter acompanhado o crescimento da filha.

Me dói o coração imaginar que a menina aos 12 anos deve simplesmente esquecer da vida que teve até então com tios, tia, avós e o pai que ela tanto ama e passar a viver com uma família completamente desconhecida para ela. Mas também acho que a mãe não pode pagar por um erro do passado. Sim, um erro do passado, afinal, ela não tinha nada que estar num bar fuleiro com a gravidez avançada e com o parto iminente, acompanhando o pai biológico da menina. Enfim, sou a favor de agregar a Paola à vida da menina, aos poucos, mas a guarda eu deixaria com o pai que a criou, ou com quem a menina escolhesse.

Sei que muitos vão dizer para eu me colocar no lugar da Paola, se eu fosse ela me casaria com o Bruno (hehehehe) mas, acho que a guarda compartilhada é a melhor solução para todos e principalmente para a menina. Eles moram na mesma cidade!!!!! Eu falo isso com vivência porque como alguns sabem (se já leram posts antigos), minha mãe morreu no meu parto e morei com minha avó materna até os 10 anos, quando fui morar com meu pai. E guardei durante anos um certo ressentimento por minha avó ter “me dado” para meu pai, pois se tivessem me perguntado eu teria ficado com ela sem pestanejar. Hoje, muito tempo depois, eu percebi que minha frieza com ela durante todos esses anos foi devido ao fato de ela ter aberto mão de ficar comigo.

Claro que meu lado racional sabe que ela fez o que era melhor pra mim, pois meu pai pôde me dar uma vida melhor, tive mais limites, convivi com meus irmãos e sou o que sou hoje graças ao que meu pai me proporcionou. Mas o lado emocional ficou abalado, não posso negar. E no fim de tudo ela sofreu muito também, porque eu, mesmo que de forma inconsciente, “descontei” todo meu ressentimento com frieza e distanciamento. Me arrependo, mas eu me esforcei para perdoá-la e só consegui quando ela se foi.

Sei que fugi um pouco do propósito do blog, mas o tema tem relação com maternidade, vai?! Então está aí, minha opinião sobre uma novela, coisa considerada totalmente fútil, mas com um tema interessante para ser discutido. E aproveitando, quero registrar que adoro o Félix e vibrei com a argumentação da Dra. Glauce no interrogatório sobre o parto e prontuário que foi roubado. Já sabia a estratégia da troca de bebês porque era óbvio, mas o lance da falta de cardiologista, foi muito bom!!! Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos!!!

 

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Pai por Papai

Por Maridão

Olá Filhão! Estou aqui respondendo a um pedido da Mamãe para que  escrevesse sobre “o que é ser pai”, em celebração ao “Dia dos Pais”. Algo bem comercial, é verdade, mas algo válido que precisa ser trabalhado por nós, pais, para que o “mercantilismo” não prevaleça sobre algo importante – a valorização da família e seus integrantes. Para mim, escrever está mais para desafio do que para uma simples resposta a um pedido. Desafio, pois seu Papai não é um escriba. Sou péssimo em redação. Toda pessoa tem muito conteúdo para ser exposto, sendo que poucas possuem capacidade para isto. Por vocês isto se torna algo mais simples. Para variar estou atrasado – outro ponto que não julgo mais como  um defeito (sou devagar mesmo), afinal,  a vida é curta e quem tem pressa chega mais cedo ao fim – e já se passaram alguns dias da data. Tanto faz!

Hoje, após um longo dia de trabalho, cheguei em casa e percebi sua excitação com minha presença. Foi combustível para que escrevesse. A poucos minutos estava ao seu lado no berço enquanto você pegava no sono e me fez lembrar de algumas madrugadas em seus primeiros meses que você esteve em meu colo no silêncio da noite. Falei com Deus inúmeras vezes naqueles momentos. Você é um canal de Deus em minha vida. Falo que Mamãe é minha vida. Você é a minha eternidade. Ser pai é algo muito simples que defino em três palavras – fora de série! Quando o peguei em minhas mãos pela primeira vez senti algo que não posso descrever em palavras – só de escrever isto meus olhos estão cheios de lágrimas de emoção. Sou agraciado por sentir isto.

Tenho em mente aquele momento em que nós três estávamos no quarto do hospital. Mamãe fragilizada pela árdua tarefa que é um parto e você por sua condição de recém nascido. Papai a partir daquele momento mudou. Naquele momento estabeleci uma meta desafiadora para um pai: Ser e representar para um filho a mesma coisa que uma mamãe representa. Obviamente algo impossível mas faria tudo que estivesse ao meu alcance para diminuir a desvantagem natural. Acredito que tive/tenho relativo sucesso nisto. Estou muitíssimo longe disto mas, sem falsa modéstia: sou fod… mesmo! Estou ao seu dado desde o início e vai ser difícil nos separarmos. No hospital seu primeiro banho e troca foi com a enfermagem. Depois foi o Papai quem tomou a dianteira. Isto faz diferença. Algo simples, talvez babaca, que tenho certeza que nos aproximou desde o início e faço questão de manter até hoje.

A previsão do futuro é algo difícil, contudo inevitável atribuir à dedicação de hoje ao que se colhe amanhã. Estou me dedicando à sua Mamãe desde 1994 e sou “feliz da vida”. Mamãe é a responsável por nós dois. Sem Mamãe eu não seria a pessoa que sou hoje e ela trouxe você para mim. Para mim não existe “tempo ruim” para ficar com você. Participei de tudo e me interei dos desafios de cuidar de um recém nascido em todos os sentidos- banho, fralda, alimentação, aconchego, zelo entre outras coisas. Isto é o que nos une.

Para falar a verdade não sei responder (ainda) à pergunta “o que é ser pai”. O que posso afirmar é que participação faz diferença e espero que esta intimidade que estamos criando seja algo crescente até sua vida adulta para nos tornarmos amigos. Sim amigos. Amizade é um valor que deveria permear todas as famílias. Nem sempre observamos isto. Poucas famílias possuem isto na relação entre Pais e Filhos.  O mundo evolui muito rápido e para acompanharmos esta evolução e ao mesmo tempo orientarmos e educarmos os filhos não podemos empregar formas passadas.

Devo estar atento à você, o que você é, como você é, seus comportamentos, sua personalidade, suas limitações, seus ativos, seus interesses, suas inquietações entre tantas outras coisas para que a minha experiência de vida possa ajudá-lo no que for preciso para que você possa viver bem, sem “grilos” e seja consciente sobre a realidade – ou tenha a melhor percepção possível dela. Quero auxiliá-lo na constituição de seus valores, seu conteúdo, sua cultura. Que tudo isto seja de interesse para a sociedade e que você possa usufruir muito bem da sua vida. Então, o que é ser pai? Perguntar é fácil!

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Sambebê no RJ

No final do ano passado descobri um projeto que simplesmente AMEI, o Sambebê. São shows de samba de boa qualidade para o público infantil. Não sou do tipo que ouve samba no carro, no ipod, ou mesmo em casa no sábado a tarde, mas gosto do estilo quando é de qualidade. E achei super interessante o projeto, apesar de não ter ido a nenhum até agora por agenda conflitante.

De qualquer forma, fica a dica para o próximo evento no Rio, dia 05 de agosto, com o Moyseis Marques. Mais informações, vá até o site do projeto, clicando aqui.

Aguardo ansiosa o próximo evento em SP. No mesmo final de semana teremos a atividade do dia dos pais na escolinha do Enzo. Será uma gincana com pais e filhos e será a primeira do Enzo. Não podemos perder! Quer dizer, eles não podem perder, porque mamãe não vai. É só para os pequenos e seus papais!!! Momento deles! Espero ver um vídeo depois.

Fica a dica!

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Relacionamento a Três

A reflexão do dia é sobre o relacionamento do casal pós-parto. Eu sempre fui muito ligada ao Maridão e como casei já dizendo que não queria ter filhos, sempre fiquei tranquila quanto a “dividir” a atenção dele com alguém. Mas o meu amor por esse homem é tão grande, mas tão grande que mudei de idéia e desejei do fundo da minha alma ter um filho dele. Costumo dizer que o período em que tentamos engravidar foi um dos melhores de nosso casamento. Estávamos em perfeita sintonia e imaginávamos (eu pelo menos) que tudo seria como nas novelas, filmes e comerciais de tevê.

Logo na primeira noite no hospital (Enzo nasceu as 8 da manhã) o meu sonho de novela das 8 foi por água abaixo.Maridão me viu de maneiras que eu jamais imaginaria ficar na frente dele. Enzo era sim um bebê lindinho e fofinho, mas apesar de apresentar total capacidade de sucção, não firmava no peito (amamentação é um tema que ainda escreverei por aqui, confesso, estou enrolando, mas um dia sai). Neste momento percebi que nossa relação (entre mim e Maridão) havia mudado para sempre e que não tinha volta.

A chegada de um bebê (principalmente do primeiro) muda o relacionamento e cada casal lida de uma forma com tais mudanças. Acredito muito que o homem influencia demais nessa transição, quero dizer, um marido-pai mais participativo sempre sofre menos do que aqueles que acham que as obrigações são 100% das mães. É fato que nos primeiros meses a mâe só tem olhos para seu filhote e o pai participando não irá culpá-la por “abandono” da figura do casal ou por deixar de lado choppinho com os amigos.

É preciso um relacionamento maduro para aguentar o tranco de uma vida a três. Fica muito mais fácil contornar situações novas como as diferentes visões sobre a criação do pequeno ( não precisamos concordar sobre tudo, mas saber achar um meio-termo é essencial). E o Enzo veio após esse amadurecimento, fazendo aumentar nossa sintonia, nosso amor e cumplicidade. Claro que as vezes discutimos sobre o que achamos ser o melhor, mas sempre chegamos a um consenso sem muito estresse, saudavelmente.

Na minha opinião, o filho é um fator potencializador, mas não causador de um relacionamento bom ou ruim.

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Licença Paternidade

Conforme a Constituição de 88 o pai tem direito a se afastar do trabalho, sem ônus salarial, por 5 dias corridos após o nascimento ou adoção de um filho. Enquanto que a mãe tem o direito a licença de 4 meses. Fato que ocasiona certa discriminação da mulher no mercado de trabalho e dificulta a criação de vínculo da criança com o pai. Injusto para os dois. Desde 2008 existe um projeto de lei que visa aumentar para 15 dias essa licença, mas que na prática ainda não está em vigor. Faltando um sinal verde da Câmara para que os papais possam usufruir deste benefício.

Eu sou mega a favor, pois acho que pai é tão importante para um filho quanto a mãe. Além disso, a mãe também precisa de certo apoio neste momento novo e nem sempre tem a ajuda de outro familiar que não o pai da criança. Esse projeto também visa a estabilidade de 30 dias para os papais após o término da Licença Paternidade, quase igual as mamães que possuem estabilidade até que o filho complete 6 meses. Acho também um absurdo que esse projeto ainda esteja pendente, que mais precisa ser discutido, avaliado?

Uma pesquisa realizada na Universidade de Concórdia no Canadá concluiu que a influência paterna ajuda muito a determinar as habilidades emocionais dos filhos. Foram ouvidas 140 crianças entre 3 e 13 anos. Claro que não podemos generalizar, mas que ter o pai e a mãe presentes na criação de um filho faz toda a diferença, isso faz. E não estou levantando a bandeira do “não ao divórcio” aqui, existem muitos casais separados, mas que conseguem cumprir seus papéis eficientemente. O que quero dizer é que assim como a presença do pai é importante na infância, adolescência e vida adulta, ela é muito importante nos primeiros dias também.

Que venha a nova licença paternidade!!!!!!!

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É Minha!!!!

Últimamente com o Maridão se dedicando ao sogrinho e a redução de sua presença em nossos momentos de lazer e descanso (isto não é uma cobrança!), Jacaré tem ficado mais próximo a mim. Eis que dias atrás, Maridão veio me dar um beijo – não me lembro se era de Oi ou de Tchau, sorry – filhote correu para empurrá-lo dizendo: “É minha!” Pegou minhas bochechas e me lascou um selinho. Morremos de rir e fiquei me achando, claro!

Bj

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Apego ao Pai

Eu sempre achei que a mãe fosse preferência nacional, mas em casa é diferente, sou uma coadjuvante. Já escrevi sobre isso aqui, mas é que toda vez que me sinto preterida, fico meio pra baixo. Vejo inúmeras mães reclamarem que os pais não participam, que acham que trocar fraldas, preparar mamadeiras e dar papinha são coisas de mulher. Reclamam por não terem ajuda suficiente de seus companheiros. Eu sou diferente, não posso reclamar, pois Maridão ajuda, e muito!

Sei também que o fato de meu jacarezinho ser apegado ao pai me possibilita ter um tempinho pra mim, caso queira sair de casa para fazer a unha, cortar o cabelo ou fazer uma viagem a negócios, já que o pequeno não ficará desesperado pedindo minha presença. O mesmo acontece com o Maridão, filhote fica super bem só comigo, sem grandes estresses. O ponto é quando estamos os três juntos, papai vira preferência nacional ao invés da progenitora, que carregou esse molequinho por 9 meses!

Posso desabafar?! (rs) Ontem, ao chegar em casa Maridão estava dando banho no pequeno, que estava todo manhoso por causa do sono. Ficamos um tempinho juntos assistindo Palavra Cantada e depois Patati Patatá e quando fomos para o quarto dele fazê-lo dormir, ele não me queria do lado do berço, só queria o pai. E hoje pela manhã, acordou chamando pelo pai, e quando eu fui até o quarto ele falou “Não Mamãe! Papaaaiiii”. Na hora da mamadeira matutina, não queria ficar no meu colo, queria o pai. No fim acabou cedendo, mas tenho direito de ficar magoadinha, não tenho?!

E, como toda mãe neurótica, fico pensando, será que ele não é tão apegado a mim porque não o amamentei direito? Será que é porque eu o levo para a escola enquanto o pai é quem busca. De repente, no subconsciente, venha aquela idéia de mamãe me larga na escola e papai vai me resgatar?! Será que trabalho demais, brinco pouco de jogá-lo para cima, de correr pela casa e esconde-esconde? Será que estou pirando na batatinha, como dizia minha irmã mais velha?! Pode ser tudo isso ou nada disso!!!! Ou seria uma questão simples de afinidade que surge desde sempre?!

Só sei de uma coisa, hoje à noite, ou amanhã, quando ele pedir meu colinho e chamar por mim, esqueço tudo isso!

 

 

 

 

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Hora de Dormir

Nunca li livros sobre como criar os filhos e temas afins. O único que li na gravidez foi “O que esperar quando estamos esperando” porque minha irmã tinha e me emprestou. Depois quando o Enzo já estava com mais de 6 meses comprei “Criando Meninos” e ganhamos recentemente “Claro que te amo, agora vá para seu quarto”, mas nem comecei a ler ainda.

Bom, sei que existe uma linha de pensamento sobre o soninho dos bebês, que diz que eles precisam dormir sozinhos, isto é, nada de canções de ninar, embalar no colo, etc. Apesar de dar certo com muitas mães e filhos, eu não concordo! O Enzo não dorme fácil, é bem resistente, mesmo estando muito cansado. Não sei se isso é uma característica dele ou se fomos nós que o incentivamos a ser assim. O fato é que desde pequeno o acostumamos a dormir no colo e desde então passamos por várias fases.

A primeira foi fazê-lo dormir em nossos braços enquanto andávamos pelo quarto. Depois ele foi ficando pesado e começamos a dar mamadeira no colo e o colocávamos no berço ainda sonolento. E não pense que íamos embora, ficávamos lá, com as mãos sobre o corpinho dele até que adormecesse. A terceira fase foi a de cantarmos para ele dormir, começou com a música da Cuca, depois a do Boi, ele quem pedia, deve ter ouvido na escolinha. Sei que são letras muito pesadas (rs), mas Maridão a cada frase mudava quase tudo, eu não mudava muito não.

Atualmente, estamos na fase do cafuné. Ele mama no colo ainda, às vezes brinca de dar mamadeira para um urso, uma ovelha, ou até para o papai e mamãe, e quando acaba já diz: “Naná” e o colocamos no berço. E, começamos o cafuné, até que pegue no sono de vez. Confesso que às vezes é cansativo, não só por ele demorar a dormir, mas porque muitas vezes queremos tomar um banho, comer, e ficamos lá, fazendo o pequeno dormir.

Mas digo que o dia em que chego um pouquinho mais tarde e perco esse momento, sinto que faltou algo no meu dia. É um momento nosso, e quando digo nosso, não estou me referindo apenas a filhotinho e eu e sim a nós três. Hora sou eu quem faz o cafuné, hora é o papai, hora os dois ficam pendurados no berço fazendo carinho, dando beijinhos e fazendo cócegas, mas ficamos os três no quarto neste momento. E é nítido o quanto ele gosta também. São pequenos momentos assim, que revigoram nossas baterias de mães e pais.

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Mamãe tá se achando…

Quem conhece minha small family sabe bem da grande paixão do meu filhote pelo pai. Enquanto leio livros que dizem que os filhos são apegados apenas à mãe nos primeiros 6 anos e que só depois se voltam ao pai, vejo em casa tudo o oposto. Minhas esperanças são que quando Enzito completar 6 anos, ele se apaixone por mim como é com o pai.

Não é drama, juro! O pai sempre foi muito presente e por ter um horário mais flexível que o meu acaba levando o pequeno na escolinha de manhã – além de dividir a tarefa de arrumá-lo logo cedo comigo – e também vai buscá-lo. Buscá-lo implica em chegar em casa, dar suco, banho e brincar um pouco enquanto a mamãe não chega. Mas o que acontece é que algumas vezes a mamãe chega no horário de dormir e não curte quase nada o filhote.

Mas como – apesar de doer o coração de ficar longe do pequeno – eu não tenho nenhuma intenção de parar de trabalhar – tenho que me acostumar ao fato de ficar pouco com ele durante a semana e agradecer por ter Maridão tão dedicado. E, também, me contetar com o segundo lugar no coraçãozinho dele. Não é drama, juro de novo!

Essa semana é final de mês, e como toda operária do depto comercial, me dedico ainda mais nesse período, chegando um pouco mais tarde em casa. Hoje ao chegar, Maridão estava fazendo o filhote dormir, entrei no quarto, dei beijinho, agitei o moleque um pouco, mas ele dormiu, não teve jeito. Só que recebi uma notícia que fez meu coração transbordar…Jacaré chamou por mim no carro, quando Maridão disse que estavam indo pra casa e, também me chamou quando chegou em casa. Gente, ele se lembra de mim, sente minha falta!!!!!! Tô me achando agora!!!!!!

Amanhã de manhã mamãe vai encher o Jacaré de beijinho…curtir o máximo que puder e que chegue logo o final de semana e minhas esperadas férias….que já serão reduzidas de novo. Nobody deserves!!

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Opt-Out Revolution – Papai entra?!

Outro dia passeando pelas matérias do New York Times (faço isso algumas vezes para manter o vocabulário adquirido em inglês), achei uma matéria mega interessante. As mulheres conquistaram muito ao longo dos anos, como trabalhar fora e obter o sucesso em um mundo masculino, procurar por maridos que andem junto, cresçam junto e não sejam apenas provedores. Mas isso não é novidade certo?! A novidade é o fenômeno do “Opt-Out”, e é disso que a matéria fala. Espia lá.

Esse movimento é formado por mulheres bem sucedidas profissionalmente que resolveram largar tudo para voltar às origens, isto é, ficar em casa para cuidar dos filhos. Acredito que seja um tema ainda controverso no universo feminino, depois de tantas conquistas voltar a ficar em casa, sem uma renda individual, dependendo da renda do marido e o que é pior, fazendo um trabalho que muitas vezes não é nem um pouco reconhecido e admirado.

Momento confissão…(rs), eu particularmente admiro muito as mulheres que tem essa coragem, que conseguem ser full-time mom. Eu não aguentaria. E isso está bem resolvido pra mim. Sei que não significa que não ame meu filho, não significa que sou fria e sem coração. Eu só não consigo ficar longe da correria que é trabalhar em uma empresa com metas para serem atingidas, do contato com meus colegas de trabalho, fornecedores e clientes. É claro que adoro os momentos que fico em casa com maridão e filhote, adoraria ganhar na mega sena e trabalhar apenas por hobby. Mas ficar o tempo todo por conta da casa e filhos, isso me definharia, faria com que os momentos que passo com eles não fossem mágicos, como é hoje.

Agora, a dúvida que não quer calar. Será que esse movimento é só de mulheres? Será que só elas desejam largar tudo para ficar em casa por conta dos filhos? Tenho certeza que não, muitos homens optam por investir nas carreiras de suas esposas e ficam em casa. Mas ainda há muito preconceito sobre isso, afinal sempre foi um trabalho destinado às mulheres. Áquelas que trabalham fora, passam a semana fora em uma viagem de negócios ou chegam tarde da noite são vistas como más. E por outro lado, os homens que optam por ficam em casa sofrem cobranças sociais muito grandes e são vistos como folgados e acomodados.

Na minha opinião, assim como as mulheres podem optar por trabalhar fora ou ficar em casa, os homens devem ter o mesmo direito, desde que para ambos haja um consenso familiar. O que a sociedade vai pensar, o que os outros vão dizer….ah, ninguém tem nada haver com isso. É uma decisão da família envolvida apenas. E o que importa é ser feliz com suas escolhas.

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