foradocasulo

…………………………………………………

Amor à Vida …Minha Opinião!

Adoro novelas, minisséries, livros e tudo que tenha histórias parecidas (ou não) com a vida real. O fato é que não consigo mais acompanhar nada pra valer, hora por causa da vida corrida: trabalho, casa, academia, estudos, hora por causa do filhote. E, apesar de curtir acompanhar uma boa história, nunca deixo de fazer alguma coisa legal para assistir aos últimos capítulos. Já perdi alguns sem grandes problemas, afinal, sempre é tudo muito previsível!

Nestas últimas semanas tenho acompanhado a novela das 9 da Globo, Amor à Vida, que conta a história de uma mulher que teve sua filha roubada logo que nasceu, se apaixonou por um cara legal, viúvo com uma filha, que tempos depois ela descobre que é a filha dela desaparecida. E aí começa o drama pra valer, ela quer a filha perto dela e em nome deste desejo esquece do vínculo que a menina criou com o suposto “pai”, que sabemos a encontrou numa caçamba e a registrou como se fosse dele.

Claro que essa situação gera discussões sobre quem deve ficar com a menina, mesmo sabendo que no final da novela o casal ficará junto provavelmente com a Paola (mãe cuja filha foi roubada) grávida do Bruno (pai que não é pai biológico da menina Paulinha). E a pergunta está lançada, quem deve ficar com a Paulinha? Qual seria a melhor solução para um caso como este na vida real? O Bruno agiu errado? E a Paola está certa impedindo o contato da Paulinha e Bruno a qualquer custo?

Sei que muita gente vai discordar e algumas vão se surpreender, mas acho que quem deveria definir com quem quer ficar é a própria Paulinha, considerando que a menina já tem 12 anos (se não estou enganada). Claro que a Paola não deve ser privada do convívio com a filha, já que ela não quer mais casar com o Bruno. Poderia ser uma guarda compartilhada, uma combinação entre os dois para que a menina não perca o vínculo com o pai que a criou e com a mãe biológica que sofreu tanto por não ter acompanhado o crescimento da filha.

Me dói o coração imaginar que a menina aos 12 anos deve simplesmente esquecer da vida que teve até então com tios, tia, avós e o pai que ela tanto ama e passar a viver com uma família completamente desconhecida para ela. Mas também acho que a mãe não pode pagar por um erro do passado. Sim, um erro do passado, afinal, ela não tinha nada que estar num bar fuleiro com a gravidez avançada e com o parto iminente, acompanhando o pai biológico da menina. Enfim, sou a favor de agregar a Paola à vida da menina, aos poucos, mas a guarda eu deixaria com o pai que a criou, ou com quem a menina escolhesse.

Sei que muitos vão dizer para eu me colocar no lugar da Paola, se eu fosse ela me casaria com o Bruno (hehehehe) mas, acho que a guarda compartilhada é a melhor solução para todos e principalmente para a menina. Eles moram na mesma cidade!!!!! Eu falo isso com vivência porque como alguns sabem (se já leram posts antigos), minha mãe morreu no meu parto e morei com minha avó materna até os 10 anos, quando fui morar com meu pai. E guardei durante anos um certo ressentimento por minha avó ter “me dado” para meu pai, pois se tivessem me perguntado eu teria ficado com ela sem pestanejar. Hoje, muito tempo depois, eu percebi que minha frieza com ela durante todos esses anos foi devido ao fato de ela ter aberto mão de ficar comigo.

Claro que meu lado racional sabe que ela fez o que era melhor pra mim, pois meu pai pôde me dar uma vida melhor, tive mais limites, convivi com meus irmãos e sou o que sou hoje graças ao que meu pai me proporcionou. Mas o lado emocional ficou abalado, não posso negar. E no fim de tudo ela sofreu muito também, porque eu, mesmo que de forma inconsciente, “descontei” todo meu ressentimento com frieza e distanciamento. Me arrependo, mas eu me esforcei para perdoá-la e só consegui quando ela se foi.

Sei que fugi um pouco do propósito do blog, mas o tema tem relação com maternidade, vai?! Então está aí, minha opinião sobre uma novela, coisa considerada totalmente fútil, mas com um tema interessante para ser discutido. E aproveitando, quero registrar que adoro o Félix e vibrei com a argumentação da Dra. Glauce no interrogatório sobre o parto e prontuário que foi roubado. Já sabia a estratégia da troca de bebês porque era óbvio, mas o lance da falta de cardiologista, foi muito bom!!! Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos!!!

 

Anúncios
Deixe um comentário »

Relacionamento a Três

A reflexão do dia é sobre o relacionamento do casal pós-parto. Eu sempre fui muito ligada ao Maridão e como casei já dizendo que não queria ter filhos, sempre fiquei tranquila quanto a “dividir” a atenção dele com alguém. Mas o meu amor por esse homem é tão grande, mas tão grande que mudei de idéia e desejei do fundo da minha alma ter um filho dele. Costumo dizer que o período em que tentamos engravidar foi um dos melhores de nosso casamento. Estávamos em perfeita sintonia e imaginávamos (eu pelo menos) que tudo seria como nas novelas, filmes e comerciais de tevê.

Logo na primeira noite no hospital (Enzo nasceu as 8 da manhã) o meu sonho de novela das 8 foi por água abaixo.Maridão me viu de maneiras que eu jamais imaginaria ficar na frente dele. Enzo era sim um bebê lindinho e fofinho, mas apesar de apresentar total capacidade de sucção, não firmava no peito (amamentação é um tema que ainda escreverei por aqui, confesso, estou enrolando, mas um dia sai). Neste momento percebi que nossa relação (entre mim e Maridão) havia mudado para sempre e que não tinha volta.

A chegada de um bebê (principalmente do primeiro) muda o relacionamento e cada casal lida de uma forma com tais mudanças. Acredito muito que o homem influencia demais nessa transição, quero dizer, um marido-pai mais participativo sempre sofre menos do que aqueles que acham que as obrigações são 100% das mães. É fato que nos primeiros meses a mâe só tem olhos para seu filhote e o pai participando não irá culpá-la por “abandono” da figura do casal ou por deixar de lado choppinho com os amigos.

É preciso um relacionamento maduro para aguentar o tranco de uma vida a três. Fica muito mais fácil contornar situações novas como as diferentes visões sobre a criação do pequeno ( não precisamos concordar sobre tudo, mas saber achar um meio-termo é essencial). E o Enzo veio após esse amadurecimento, fazendo aumentar nossa sintonia, nosso amor e cumplicidade. Claro que as vezes discutimos sobre o que achamos ser o melhor, mas sempre chegamos a um consenso sem muito estresse, saudavelmente.

Na minha opinião, o filho é um fator potencializador, mas não causador de um relacionamento bom ou ruim.

2 comentários »

Enzo, Contigo e a Entrevista

A Editora Abril insiste em me enviar amostras da revista Contigo, que sinceramente, nem leio, deixo em cima da mesa para o Enzo brincar e guardo para quando a escolinha pede revistas na lista de inicio do ano. Mas agora, enquanto filhote está tirando a soneca da tarde e Maridão está no sogrinho, resolvi folhear uma enquanto assisto TV e mexo no computador. Eis que na última página sempre tem uma entrevista com algum famoso. Aquelas tipo pingue-pongue. Resolve simular uma com o Enzo, para lermos no futuro. Pois então, vamos lá:

– Nome: Enzo Gerim Ferrari

– Idade: 23 meses

– Apelido: Enzito, Jacaré

– Qual sua maior qualidade: Bom Humor

– Qual seu maior defeito: Manha

– Sua atividade favorita é: Pular (adoro pular do sofá e bater com a cabeça na mesa, pular na cama de qualquer um que me deixe, pular no berço, no pula pula e até em cima do pesinho da porta eu pulo)

– Qual sua idéia de felicidade? Que o mundo fosse um pula pula, que todos me pegassem no colo a hora que eu quisesse e que o bolo de “colati”, a pizza e o macarrão fossem liberados todos os dias.

– Qual sua cor predileta? Azul, basicamente tudo é azul pra mim.

– Um animal: Cachorro ou Au Au, agora tenho me interessado pelo gatinho que fica no trabalho da titia Flávia também.

– Seu prato favorito é: Bolo de “colati”….o que? Bolo não é prato? Então coloca aí, macarrão e pizza. Mas mamãe e papai andam regulando essas guloseimas.

– Quais seus CDs prediletos? Os Saltimbancos, Palavra Cantada, Patati Patatá e Gata Maria. Mas já curti bastante a Galinha Pintadinha e Cocoricó.

– O que você mais detesta? Fazer as coisas que eu não quero na hora que meus pais querem.

– Que superpoder gostaria de ter? Voar, com certeza.

– Qual seu maior tesouro? Meu travesseirinho, depois do papai e mamãe, claro!

– O que você mais gosta de falar? Não.

– Defina-se em uma palavra: Alegre.

Bom, seria basicamente assim a entrevista com meu Jacaré. Com certeza daqui um ano essas respostas mudarão, e mudarão a cada ano que se passar. Mas essa que é a graça. Como já dizia Raul Seixas: “eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”.

Bjo

1 Comentário »

A Festinha de 2 Anos

Logo ao final do dia da primeira festinha do Enzo comecei a pensar na próxima. Em janeiro deste ano comecei a correr atrás de buffets e idéias. O primeiro ponto que quis fechar foi o que servir e quem contratar, ano passado não contratei ninguém, comprei os salgadinhos e cuidei de servir tudo sozinha, não façam isso! É impossível dar atenção aos convidados e curtir a festa se você tem que se preocupar em repor salgadinhos, bebidas e afins. Lição aprendida, cotei alguns buffets infantis, alguns buffets que vem até sua casa e me decidi pelo Crepes e Festas, o mesmo que fez a festinha de 2 anos do meu sobrinho. Escolhi este serviço por ver que todos gostaram muito no aniversário do Lucas, por conhecer a Silvana, serviço de garçom no pacote e o preço também é bem atrativo.

Segundo passo foi montar uma planilha para controle do que contratar e quantidade (ano passado fiz três festas no quesito quantidade, minha família saiu com marmitinha e até doação para a Igreja local nós fizemos). Como no buffet escolhido as bebidas estão inclusas (água e refrigerante) , só preciso me preocupar com suco e cerveja e para isso a planilha será bem útil. Nela eu coloco os convidados totais, quantos são crianças, quem bebe e quem não bebe. Com essa informação Maridão faz as contas de quantos litros devemos comprar. Com base na planilha eu calculo o volume de lembrancinhas também. Sou contra aqueles saquinhos de guloseimas para os pequenos, mas acho legal que as lembrancinhas sejam úteis, portanto para os pequenos darei um livrinho do tema da festa para colorir e uma caixinha de giz de cera. Encontrei o livrinho pronto para impressão no blog “Fazendo a Minha Festa”, eu apenas mexi na última página para acrescentar o nome do Enzo. Eu disse que sou contra encher as crianças de doces no pós festa, mas não sou contra dar UM doce de qualidade, portanto encomendei um cupcake decorado para todos os convidados como lembrança da festa. Este será da Cupcakeart, que já conheço e gosto muito.

Outro ponto muito importante da festa é a decoração. Ajuda a dar o clima infantil à festa e deixa as fotos muito mais alegres e bonitas. Ano passado contratei a Megacenários, e peguei o tema “Madagascar – O filme”. Eles foram pontuais e a decoração ficou linda. Como em time que está ganhando não se mexe, contratei novamente a mesma empresa e o tema será Patati Patatá no Circo. Eu queria o tema Circo, por achar colorido, lindo e animado, mas filhote anda doido por essa dupla de palhaços que resolvi fazer um mix de nossos desejos. Sei que tem muitas mães que são contra esses temas fabricados e preferem fazer algo diferenciado. Já vi festas lindíssimas e totalmente únicas, mas eu não tenho nenhuma habilidade manual, nem tempo e nem saco para montar tudo personalizado, portanto, vamos de temas comerciais mesmo. Quem sabe ano que vem, contrato a Cupcakeart não só para as lembrancinhas mas para a decoração geral e faço algo customizado.

E para finalizar, contratei dois brinquedos para a alegria da criançada. Ano passado montei aqueles tapetes de EVA com piscina de bolinhas e alguns briquedos e foi bem legal. Essa ano, como as crianças estão maiores e ADORAM pular, contratei a BrinkFesta para levar uma cama elástica e um castelo 3 em 1 (ele é um pula pula com piscina de bolinhas no interior e tem um escorregador para sair), mais um monitor porque não quero ficar presa olhando as crianças nos brinquedos, quero circular, curtir, tirar muiiiiitas fotos. Bom, com tudo isso feito. Ficam pendentes os convitinhos, ou pegarei os prontos em lojas especializadas em festas infantis ou minha amiga Ká fará um personalizado para impressão e envio por email, embalagem para as lembrancinhas das crianças, caixa grande de papelão com algum enfeite para colocar os presentes (posso usar aquele berço camping também, é só enfeitar) e alguns detalhes como gelo para as bebidas no dia, bolo e brigadeiros. No buffet teremos pratos, copos e talheres além de crepes doces com sorvete, portanto, só vou encomendar 100 brigadeiros para fazer uma graça na mesa do bolo.

Confesso que pensei em cancelar tudo isso hoje, porque meu sogro teve um AVC perto da páscoa e anda meio deprê. Estamos preocupados com o futuro dele. Mas, depois de refletir neste final de semana e de conversar com minha irmã mais velha e algumas amigas do peito, resolvi não sofrer por antecipação. Não posso cancelar tudo pensando que o pior pode acontecer, tenho que pensar positivo, que tudo vai ser resolver. O Enzo merece essa festa, merece curtir esse momento perto da família e amiguinhos. Merece o bolo de “colati”, briquedos e a decoração dos palhaços. E, se o algo ruim acontecer e tivermos que cancelar tudo em cima da hora, paciência, coisas da vida e bola pra frente!

Sites dos serviços já contratados:

http://www.crepesefestas.com.br

fazendoaminhafesta.blogspot.com.br

cupcakeart.com.br

http://www.megacenario.com

www.brinkfesty.com.br

 

 Depois conto tudo como aconteceu e coloco fotinhos!!!!

5 comentários »

Mães que Trabalham

Hoje estou cansadona porque fiquei até tarde assistindo um filme que se chama “Diário de uma Babá”, com aquela bonitinha de Hollywood Scarlett Johansson. E o filme me fez repensar minha vida de mãe, o que me fez demorar a dormir ainda mais. Quem já viu o filme vai me entender. Estou longe de ser uma mãe do “East Side”, mas meu filhote também fica aos cuidados de terceiros o dia todo, já que trabalho fora.

Me dói o coração quando penso que ele sai de casa às 7h30 e só chega por volta das 19hs, quando brincamos por mais ou menos uma hora e ele vai pra cama. Só nos restando os finais de semana. Claro que Maridão e eu não somos o tipo de pais retratados no filme, mas o fato de passarmos pouco tempo com o pequeno me incomoda. Apesar de eu amar trabalhar fora e ter essa vida “individual”, se é que posso considerar assim.

Filhote adora a escolinha, fica felizão quando vê a tia que o recepciona toda manhã, fala do amiguinho “Cuca” (leia-se Luca), Dedé, Juju, entre outros. Mas será que não é tempo demais para ficar dentro de uma escola, longe de casa, dos pais? Que o desenvolvimento de crianças que freqüentam berçários e escolinhas desde sempre é muito melhor do que aqueles que ficam em casa, é fato. Mas e o emocional como fica?

Segundo pesquisa do Journal of Family Psychology, mães que trabalham fora são mais felizes e apresentam melhor saúde física e emocional, com menos sintomas de depressão que as mães “full time”. O ato de trabalhar fora ajuda na socialização, enxergar o tempo com os filhos por outra perspectiva, fazendo-nos aproveitar mais o pouco que temos. A Dra. Pediatra me disse logo na primeira consulta que trabalhar fora ajuda na educação dos filhos, a ensinar o valor das coisas, mas que o tempo com eles deveria ter qualidade, já que não teríamos a quantidade. Que essa qualidade faria com que o emocional não fosse afetado pela falta dos pais durante o dia.

Tudo isso me faz forte na minha escolha de trabalhar fora, mas confesso, há momentos que o coração dói. Hoje Enzo ficou fazendo manha no berço, sabe aquela preguiça logo ao acordar, que nos faz querer ficar na cama rolando, mesmo acordados?! Ele estava assim. Me deu vontade ficar com ele em casa…rolando na cama, brincando, enfim, curtindo meu filhotinho. Mas levei o pequeno para a escola e fui trabalhar. Que bom que vem o Carnaval, pra ficarmos juntinhos por quatro dias seguidos!

2 comentários »

O Segundo Filho, será?!

Acho muito injusto com as mulheres esse negócio de idade para ter filhos. Okay, okay…concordo que depois de uma certa idade o pique não é o mesmo, mas hoje casa-se mais tarde e o planejamento familiar acaba ocorrendo too late para algumas. Okay, okay, não foi meu caso, já que me casei cedo, aos 22 anos, mas só me decidi por ter filhos depois dos 30. Agora, com um filho de 1 ano e meio, com 35 anos de idade me vejo no dilema do segundo rebento.

Sim, é um dilema, pois como costuma dizer uma amiga, penso demais!!!! Acabei de me matricular em um MBA que termina daqui dois anos, estarei com 37. Sem chance de engravidar no meio do curso, já que não se pode trancar e terminar depois. Se perder aulas é DP direto! Mas também sei que quanto mais esperar alguns riscos vem de brinde. Segundo meu gineco, até os 40 tá tudo tranquilo, com poucos riscos para a mamãe aqui. Ufa!

Ao mesmo tempo penso, se estou na dúvida é porque ainda não devo estar pronta para um segundo filhote. Maridão e eu não temos nossas mommies por perto, elas já estão lá no céu olhando por nós, mas sem muito poder de ação nesse mundo. Podemos contar com cunhadinha, mas sem abusos, claro. Já que ela é solteira, trabalha e tem sua vida para cuidar. Fico muito preocupada pensando em como administrar a vida com dois (ou três já que a chance de gêmeos existe).

Há muito que se considerar como a dedicação a vida profissional que fica comprometida, o casamento que sai de segundo para terceiro plano (mal me acostumei com a mudança de primeiro para segundo), espaço físico para mais um membro na família e maior controle financeiro para não se perder e entrar no vermelho. Sem contar que precisaremos estar emocionalmente dispostos a encarar alguns pontos que para muitos é curtição, mas também é bem cansativo, como as noites mal dormidas, a dificuldade do inicio da amamentação, etc e etc.

Mas e o amor? Será que vou amar o segundo da mesma maneira que amo o primeiro? Será que vou conseguir repetir a fórmula de sucesso e corrigir os pequenos errinhos? Certamente o amor será tão forte quanto, mas de maneira diferente, pois acredito que cada um é de um jeito e haverá o filho com quem teremos mais afinidade, mas isso não significa amar mais. Sim, vou querer mudar alguns pontos para melhor e só a experiência do primeiro irá me proporcionar isso.

Eu não sou filha única e sempre gostei muito do fato de ter irmãs para brincar, ter um ombro amigo na adolescência e até hoje saber que posso ligar a qualquer hora. Penso no futuro de meu filhote, a curto prazo, nas festas de fim de ano mais animadas, nas viagens, férias escolares e finais de semana. Mas também penso a longo prazo, quando papai e mamãe não estiverem mais presentes, com quem ele poderá contar?! Claro que existem muitas família onde os irmão não são tão unidos, moram em cidades ou países distantes. Mas acredito fortemente que os laços familiares, a união é construída pelos pais. São eles que dão o tom do tipo de familia que querem ter.

Bom, tenho mais dois anos para pensar ainda….e confesso, não está fácil decidir!

 

3 comentários »

2012: Ano do Dragão e das Meninas, será?!

Em 2009 e 2010 foi uma chuva de meninos…minhas amigas todas tiveram meninos, minha irmã e eu. Esse ano já temos três chegadas bem próximas: Alice, Lara e Larissa. Filha de um colega de trabalho que deve nascer amanhã, minha sobrinha e filha da minha prima, nesta ordem. Que sejam bem-vindas essas menininhas para florear um pouco nossas vidas!

2012 também é o ano do Dragão, cuja regência se inicia hoje e vai até 09 de fevereiro do ano seguinte. O Dragão no horóscopo chinês simboliza a força, felicidade, boa sorte e riqueza. Só coisa boa, hein?! Li em uma chamada em algum site que não me lembro agora, que a China espera por um boom de bebês neste ano exatamente pelo que ela representa.

Como é boa essa sensação de ano novo e com boas perspectivas. Boas notícias e vidas novas para nos encher de alegrias!

Deixe um comentário »

Um Final de Semana Fora do Casulo

Ufa….o final de semana foi agitado. No sábado fomos para Campinas para o Festival 2011 da escolinha da minha afilhada e sobrinha. O Enzo ficou vidrado nas apresentações de dança, bateu palmas, se empolgou e, em alguns momentos, ficou hipnotizado com tanto movimento, som e cor. Uma graça de ver.

O Festival acabou por volta das seis e decidimos passar no apartamento do meu irmão para trocar minha afilhada, dar algo para os pequenos comer e depois sairmos para jantar. A Julinha e o Enzo se divertiram um pouco com os brinquedos dela, comeram banana, tomaram leite e depois seguimos para o Giovanetti que fica no Parque Don Pedro. Confesso que na ida me preocupei, pois já eram 8 da noite e meu Enzito havia dormido uma horinha antes de irmos para o Festival. Se quando ele dorme umas 2-3 horas a tarde já quer dormir antes das 8, imagina depois de toda a agitação.

Quando chegamos, uma fila já estava formada para entrar no restaurante, mas como estávamos com bebês, entramos direto. Pegamos uma mesa bem ao lado da área de recreação infantil e o Enzo quis brincar logo de cara. Não fez cerimônia, não ficou envergonhado, que nada, já chegou chegando, pegando os brinquedos. Fiquei boba! Ao ver meu filhote tão animado, me animei também, pedi um Mojito e comecei a curtir nossa saída noturna em família. Correu tudo bem, Enzito até comeu bolinho de bacalhau, tomou suquinho de laranja e aguentou firme até as 22hs. Quando começou a fazer manha e resolvemos voltar pra casa.

Antes mesmo de sairmos do estacionamento do shopping, Jacaré caiu no sono e acordou por volta das 11 no domingo, recorde total!!!! No domingo, uma hora depois dele acordar já estávamos em um churrasco na cada de uma amiga, onde ele se esbaldou porque o amiguinho Luca estava lá para correr, pular e brincar com ele. Tinha espaço de sobra para eles, o dia estava quente e gostoso. Lá pelas 4 as crianças todas acabadas, começou a chover e resolvemos voltar para o descanso final, já que segunda-brava estava quase chegando.

Enzo dormiu até as 18hs, acordou, jantou, assitiu Cocoricó, tomou banho e às 7h30, já estava dormindo de novo. Foi assim até hoje de manhã, quando tivemos que acordá-lo as 7 para ir pra escola.

Bom, o que posso tirar disso tudo? Nossos filhos são caixinhas de surpresa….não vale estressar antes da hora. E fica a dica de um restaurante para ir com crianças: Giovanetti em Campinas. Tem algumas unidades dele na cidade com direito a um São Bernardo Gigante e Lindo, de verdade, que dá uma passeada pelo salão, tira fotos com os clientes e vai embora.

 

Deixe um comentário »

Mordida, Aprendizado e Convívio Social

Sei que prometi um post sobre a viagem, mas ontem me deparei com algo que toda mãe um dia vai passar. Não pensei que seria tão cedo!

Recebi um email da madrinha do meu filhote, que também é dona da escolinha que ele frequenta, dizendo que ele estava se desenvolvendo bem, mas que já andava meio safadinho, batendo nos coleguinhas. Complicado isso né?! Meu filhote, tão carinhoso e calminho em casa está com esse comportamento com os amiguinhos de escola! Será que isso representa uma personalidade agressiva? Será que ele se sente ameaçado de alguma maneira? O que o fez ter tal atitude?

Após refletir um pouco sobre o tema – e me colocar no lugar das mães dos coleguinhas dele – cheguei a conclusão que desde que o mundo é mundo as crianças são assim. Com 1 ano de 2 meses não é possível que haja maldade em uma criança que é criada em um lar saudável, com todo amor e limites também. Impor limites também é dar amor, acreditem em mim. Me parece mais uma fase de descobertas, de aprendizado sobre o convívio social do que violência gratuíta. E claro, cabe a nós, pais, e aos educadores mostrar que isso é errado e que existem maneiras diferentes de se conseguir um brinquedo, ou o que se deseja.

O curioso, ao chegar em casa a noite, contei ao maridão sobre o email e eis que na hora do banho notamos que nosso pequeno estava com uma mordida no pulso. Na hora nos veio a dúvida, então será que ele bateu para se defender ou será que o morderam como reação? Isso reforçou minha tese de que as crianças nessa idade estão em fase de descobrimento, aprendizagem e que isso vai acontecer mais algumas vezes ainda. Até que eles possam entender que um bom diálogo é sempre a melhor saída.

Confesso, me senti um pouco aliviada ao saber que em qualquer das alternativas acima, ele está aprendendo. É claro, não quero que ele seja um menino agressivo que bate em todo mundo na escola, mas também não quero que ele seja o bobinho que leva mordidas e volta chorando pra casa. Estou errada em pensar assim?

O próximo passo é monitorar para que esses eventos sejam passageiros, pouco constantes e que meu filhote aprenda a conviver em sociedade de forma saudável, se tornando uma pessoa do bem!

Deixe um comentário »

17 anos…

07 de setembro de 1994, esse foi o dia, mês e ano que conheci o maridão. Hoje, 17 anos depois vejo que esse tempo passou em um piscar de olhos. E como foi fácil essa convivência!

Sabe aquelas brigas por ciúmes, por uma das partes querer mais espaço, sair com os amigos para farra ou as briguinhas básicas por deixar a toalha molhada em cima da cama, por deixar roupas jogadas, etc e etc? Passamos ilesos….as discussões foram tão poucas nesse tempo todo, que até dá para contar nos dedos de uma mão. Divergência de opiniões, temos sim, mas sempre conversamos e chegamos a um consenso.

Ainda hoje sentamos juntos para conversar sobre nada e sobre tudo, rimos juntos até chorar, andamos de mãos dadas, dormimos mal quando um está viajando (o que está fora também dorme mal pela ausência do outro), ficamos tristes por um de nós termos que trabalhar muito e estar ausente nos momentos de folga, queremos estar perto, mesmo que seja para fazer nada!

Foram 17 anos de muito amor, paixão, atração, cumplicidade, companheirismo e cuidado. Confesso, ele cuida muito mais de mim do que eu dele. E para completar, ele me deu a coisa mais preciosa nesse mundo, nosso filhote. Tem como não amar esse homem?

1 Comentário »