foradocasulo

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Cama Compartilhada

Antes de Enzo nascer eu era totalmente contra, depois dele nascer eu não sabia se daria certo, afinal, ele era muito pequeno, e se eu me descuidasse e dormisse em cima dele?! Além do fato da Dra. Pediatra nos dar uma aula na primeira consulta dizendo dos riscos e de vermos centenas de programas tipo “super babá” indicando que isto acaba com o relacionamento do casal. Então, me lembro de apenas uma vez ter dormido com filhote em nossa cama, durante minha licença maternidade, no soninho da tarde. Como sempre tivemos o hábito de leva-lo para berço e niná-lo até que pegasse no sono, sempre funcionou aqui a cama não compartilhada com filhote.

O tempo foi passando e ele saiu do berço e foi para a cama. Tudo ia bem até que ele aprendeu a levantar de madrugada e seguir para nosso quarto. Primeira noite, vupt, ele já estava no meio. Nos dias seguintes, mesma coisa. Eu logo disse para Maridão que eu não iria levantar de madrugada, leva-lo de volta e ficar lá esperando ele dormir. Ainda mais que ele não nos deixa deitar na cama, temos que ficar lá sentados esperando ele adormecer e isso pode levar horas. Tô fora! Maridão também não tomou providência e agora quase todas as noites é a mesma coisa. Há dias em que ele nos visita as 4, outros dias às 6 e nós deixamos. Será que isso afeta a vida do casal? Será que isso é ruim para a criança?

Claro que a Dra. Pediatra disse que assim que passasse o inverno, nós deveríamos leva-lo de volta quantas vezes fosse necessário até ele aprender que o lugar de dormir é no quarto dele. Mas sendo inverno ou verão eu não vou fazer isso. Se Maridão quiser, boa sorte! E no fundo eu não acho que ele ir de madrugada pra nossa cama seja algo que afete nosso relacionamento como casal e tampouco faça qualquer mal a criança. Muito pelo contrário, ele se sente acolhido, amado e parte de nós. Claro que dormir desde as 21h conosco não vai rolar, porque isso sim é um problema. Mas faltando poucas horas para acordarmos, não vejo nada demais.  E sei que vai durar um período, não será pra sempre. Sou a favor do colo a vontade e da cama compartilhada com certo limite. Pronto falei!

 

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Feriadinho Light

Esse feriado veio só para abrir o apetite para o próximo, o grande feriado do ano, último antes das festas de encerramento de 2012. Como já agendamos viagem para o próximo, neste feriado ficamos em casa. Na sexta, Enzito ajudou o papai a cortar o cabelo do vovô que veio nos visitar. Recebemos alguns amigos para almoçar e Enzito se divertiu muito com o amigo Luca. Se alimentou razoavelmente bem, para minha felicidade e passou o dia inteiro no agito, só foi dormir depois das 9 da noite. Pensa em um menino acabado!

No sábado o dia começou cedo, com corte de cabelo no salão novo que é muito legal. Eles fizeram uma área para as crianças brincarem enquanto esperam muito boa, nada de poucos brinquedos não….tem muiiiiitas opções. Mas o que mais me cativou foi a calma da cabeleireira. Esta foi a segunda vez que levo o Enzo para cortar o cabelo. Na primeira, fui a um salão que não conhecia mas parecia bom. O espaço era bem pequeno e a cabeleireira que nos atendeu estava toda afobada, meio que corria com tudo porque já tinha outro esperando. Parecia linha de produção, não gostei. Neste outro não, ela teve paciência em esperar o Enzo sentir o ambiente, foi conversando com ele e explicando tudo que ia fazer….foi mega traquilo.

Depois do almoço fomos para a natação. É incrível como as crianças se desenvolvem muito mais rápido que nós, adultos. Não faz nem um mês que filhote frequenta as aulas e já está batendo os braços e pernas bem. Já arrisca um cachorrinho, manco é verdade, mas já conseguiu se virar sozinho em um pequeno espaço sob a supervisão do Maridão, é claro. É muito bom ver nossos filhos se desenvolvendo! E como imaginávamos logo que saímos do clube, filhote capotou no carro mesmo. Veio dormindo e dormiu por 4 horas seguidas, acho que queria tirar o atraso da farra de sexta. E, para nosso deleite fez o número 2 na privada. Bom, foi mais ou menos assim: deixamos ele de cueca e quando ele sentou num cantinho e disse que ia fazer cocô, Maridão o pegou no colo e fomos na maior calma até o banheiro, coloquei o adaptador do carros e o sentamos ali. Ele chorou um pouco, mas deu tudo certo. Apesar desta vitória, sabemos que temos um caminho longo pela frente ainda com este tema. Pra terminar o dia, uma visitinha rápida ao vovô, que está um pouco debilitado por conta de dois AVCs.

No domingo acordamos um pouco mais tarde que o usual, quase as nove da manhã!!!!!! Brincamos por aqui mesmo, fomos visitar um empreendimento imobiliário que tínhamos interesse e voltamos para casa. Daqui não saímos mais, a não ser para um banho de piscina aqui no condomínio mesmo. Mas não é porque ficamos em casa que não foi legal para o filhote. Jogamos futebol, boliche, ele brincou  no pula pula (mini trampolim que a mamãe comprou para se exercitar), brincamos com o cabeça de batata, de carrinho e assistimos desenho (só um pouco porque filhote gosta mesmo é de ação). Enfim, foi um final de semana com feriado light. Descansamos, curtimos a família e os amigos e assim é que vale a pena, não é?!

 

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Filhote Fora do Casulo Sozinho!!!

Essa semana Maridão estava viajando a trabalho e chegaria em casa no sábado depois do almoço, porém euzinha tinha aula do MBA. Como já é de conhecimento geral, não tenho muita opção no quesito “com quem deixar o Enzo” e já estava pensando que teria que faltar à aula, o que significa DP e ter que fazer a aula novamente em Campinas, São Paulo ou ficar esperando meses até ter uma turma para eu fazer a aula em Jundiaí. Claro que me estressou o tema, já que sou mega certinha e quero terminar junto com a turma que estou né?!

A madrinha do Enzo era uma opção para eu pedir ajuda, ele está super acostumado com ela e poderia ficar brincando com meu afilhado, Dedé, e o Julio. Mas ela mora do outro lado da cidade e eu teria que acordá-lo de madrugada para dar tempo de levá-lo até lá e ir para a aula. E eu também não sabia se ela poderia ficar com ele. Confesso, tenho um sério problema em pedir ajuda, um bloqueio, sinto que vou atrapalhar e acabo não pedindo. Outras opções possíveis eram a minha faxineira, a minha irmã mais velha que mora em Mogi, a minha cunhada, a minha amiga Cibele cujo filhote é um dos melhores amigos do meu…enfim, era só eu criar coragem de pedir ajuda.

Faltando uns 15 dias para o Maridão viajar um casal super amigo estava aqui em casa e eles sempre se oferecem para ajudar, são nossos vizinhos e essa minha amiga sabe desse meu probleminha para pedir ajuda e vive me dando “broncas” sobre isso. Então criei coragem e pedi ajuda à ela. Seria prático, pois ela mora aqui do lado, confiamos neles e ela aceitou no ato, ficou até empolgada. Tudo resolvido e eu aliviada, já que não perderia o módulo no MBA.

Durante a semana que antecedeu o sábado em que filhote ficaria com eles, fui preparando o bichinho. Dizia que sábado ele iria na casa da tia Karina e tio Marquinhos brincar com eles, com o pequeno Lucas e com a au-au deles, Mel. Enzito gostou da idéia e no dia D estava todo agitado e feliz. Fiquei com medo dele dar escândalo quando eu saísse, de dar trabalho para os dois, de não se comportar, enfim, fiquei insegura, mas deu tudo certo. Saí de fininho enquanto ele brincava e ele ficou muito bem, nem notou que eu tinha saído.

Acho que eu dei mais trabalho que ele, pois liguei no intervelo da manhã, na hora do almoço e depois a noite para saber detalhes do dia e comportamento dele. Maridão chegou perto da hora do almoço, tomou um banho e foi buscá-lo (acabou aproveitando e almoçando por lá também…rs). Esta foi a primeira vez que deixamos ele na casa de alguém sem nossa presença e tudo correu muito bem. Antes disso, em outubro do ano passado deixamos ele aqui em casa com minha cunhadinha para irmos a um casamento. É interessante como ficamos com receio, mas no fim eles se saem bem melhor que nós! Fico feliz em saber que filhote já se sente seguro o bastante para essas escapadas do casulo sem papai e mamãe por perto, mas, claro, sem exageros!

Aproveito o post, que registra esse momento do filhote, para agradecer aos meus amigos, os que cuidaram do Enzito com tanto carinho e aos que disseram: “poderia ter deixado comigo também!”. OBRIGADA!!!!!!!

 

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Parabéns Filhote!!!

Há dois anos minha vida mudara por completo sem eu ter noção disso.  Como já postei aqui ao me casar minha intenção em ter filhos era zero, porém depois que os trinta bateram a minha porta minha cabeça começou a se abrir para essa possibilidade. Não foi uma decisão rápida, mas quando me decidi não tive dúvidas, era isso que eu queria pra mim, pro meu relacionamento com o Maridão, pro meu futuro!

O que vou dizer é meio clichê, mas é a mais pura verdade. Ao fazer o exame e ver o “positivo”, eu sabia que nossas vidas mudariam, mas não me dava conta do quanto e de como.  E agora, dois anos se passaram. Há 24 meses eu conhecia meu filhote, meu Jacaré, meu Enzo, o pequeno grande amor da minha vida. E como me fizeram bem esses 2 anos, como sou feliz com este menininho que “fabriquei”. Sim, Enzito é made in Adriana, com muito amor!!!!

Filhote, tanta coisa nova aconteceu nestes dois anos, foram tantas descobertas para você e para a mamãe e para o papai. Momentos únicos e deliciosos. Foi muito bom estar presente em cada sorriso seu, poder ver você dando seus primeiros passos, seus primeiros pulos ao imitar o papai, ver você correr, chutar uma bola, comer sozinho e a falar suas primeiras palavras, contar suas histórias, etc e etc. Apesar de tantas mudanças, uma coisa continua desde o primeiro dia em que olhei para aquele exame: o AMOR imenso que sinto por você! Obrigada por fazer de mim uma pessoa feliz, completa e acima de tudo, uma pessoa melhor!!!

TE AMO UM TANTÃO ASSIM….TE AMO DO TAMANHO DO MUNDO….TE AMO DO TAMANHO DO UNIVERSO…TE AMO….TE AMO….TE AMO!!!!

Parabéns pelos seus 2 aninhos e que venham muitos para comemorarmos ao lado de pessoas que nos amam, que querem estar conosco e que fazem a diferença em nossas vidas!

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Relacionamento a Três

A reflexão do dia é sobre o relacionamento do casal pós-parto. Eu sempre fui muito ligada ao Maridão e como casei já dizendo que não queria ter filhos, sempre fiquei tranquila quanto a “dividir” a atenção dele com alguém. Mas o meu amor por esse homem é tão grande, mas tão grande que mudei de idéia e desejei do fundo da minha alma ter um filho dele. Costumo dizer que o período em que tentamos engravidar foi um dos melhores de nosso casamento. Estávamos em perfeita sintonia e imaginávamos (eu pelo menos) que tudo seria como nas novelas, filmes e comerciais de tevê.

Logo na primeira noite no hospital (Enzo nasceu as 8 da manhã) o meu sonho de novela das 8 foi por água abaixo.Maridão me viu de maneiras que eu jamais imaginaria ficar na frente dele. Enzo era sim um bebê lindinho e fofinho, mas apesar de apresentar total capacidade de sucção, não firmava no peito (amamentação é um tema que ainda escreverei por aqui, confesso, estou enrolando, mas um dia sai). Neste momento percebi que nossa relação (entre mim e Maridão) havia mudado para sempre e que não tinha volta.

A chegada de um bebê (principalmente do primeiro) muda o relacionamento e cada casal lida de uma forma com tais mudanças. Acredito muito que o homem influencia demais nessa transição, quero dizer, um marido-pai mais participativo sempre sofre menos do que aqueles que acham que as obrigações são 100% das mães. É fato que nos primeiros meses a mâe só tem olhos para seu filhote e o pai participando não irá culpá-la por “abandono” da figura do casal ou por deixar de lado choppinho com os amigos.

É preciso um relacionamento maduro para aguentar o tranco de uma vida a três. Fica muito mais fácil contornar situações novas como as diferentes visões sobre a criação do pequeno ( não precisamos concordar sobre tudo, mas saber achar um meio-termo é essencial). E o Enzo veio após esse amadurecimento, fazendo aumentar nossa sintonia, nosso amor e cumplicidade. Claro que as vezes discutimos sobre o que achamos ser o melhor, mas sempre chegamos a um consenso sem muito estresse, saudavelmente.

Na minha opinião, o filho é um fator potencializador, mas não causador de um relacionamento bom ou ruim.

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